[Maratona de Banca] O despertar de uma paixão


Já ouvi falar em bloqueio de escritor, mas será que também existe bloqueio de leitor??
Hum, sei não... mas a verdade é que nos últimos meses me senti bloqueada... estou trabalhando muito, com muitas preocupações na cabeça... para vocês terem uma noção, já fazem dois meses que não compro um único livro (um recorde de abstinência para essa que vos escreve)...
Com tudo isso, deixei de participar de dois "movimentos" que eu amo, o desafio literário e a maratona de banca... mês passado ainda participei do desafio e acabei deixando a maratona de lado... já esse mês fiz o contrário... mês que vem, prometo cumprir os dois (palavra de bandeirante)...

Na maratona de banca desse mês, era necessário ler um livro de uma escritora brasileira... e nas minhas andanças pelos sebos da vida, acabei encontrando uma série antiga chamada "Amorosa", só com escritoras e protagonistas brasileiras (pelo menos até onde pude averiguar).
A forma de narrativa se assemelha bastante aos livros florzinha, com o diferencial da protagonista brasileira e das diversas menções ao Brasil e a nossa cultura...
Ana Célia é uma jovem carioca que recebe uma proposta para trabalhar em Roma... o pai da protagonista era um alto executivo na empresa que ela irá trabalhar e teve uma morte suspeita há quatro anos atrás... e é claro que essa situação serve de pano fundo ao longo do livro...
Logo no início Ana Célia nos levar para conhecer a cidade de Roma e apesar da narrativa bastante rápida (até porque o livro possui poucas páginas), é possível sentir um gostinho de quero mais irresistível... uma coisa engraçada nesses livros mais antigos é a descrição de situações que não vivenciamos mais, como datilografar zilhões de cartas em vias carbonadas todos os dias... devido a falta de telefones celulares é comum os personagens estarem em um restaurante e serem avisados pelo maitre de uma ligação importante... até mesmo o uso do telefone parece ser restrito já que há troca de correspondência entre familiares, mas nenhuma conversa telefônica... #temposdifíceis
Uma passagem que me agradou bastante no livro foi quando a protagonista está organizando uma festa com a temática tropical e bem brasileira e uma das pessoas encarregadas do buffet sugere o uso de algumas havainas e som de tambores... Ana Célia encara a pessoa e pergunta se ela não sabe que no Brasil não há havaianas... no final contrata sambistas e passistas de escolas de samba para alegrar a festa...
A figura masculina ficou por conta de um personagem italiano, Vinicius di Rienzo... rico, bonito, misterioso, dono de inúmeras empresas, jatinho, lanchas, uma ilha (quase um Roarke italiano)... mas que sinceramente não me convenceu... na verdade acho que estou mal acostumada, gosto de livros mais quentes e de personagens com "mais pegada"... hum, deu para entender, né??
Mas a leitura não deixa de ser uma boa surpresa e se não fosse pela maratona, nunca iria cogitar esse tipo de leitura... vou lá no sebo comprar outros livros da série...

4 comentários:

  1. Débora,

    Não estou querendo ler nada, rs, ainda estou caída pelo Lobo, rs.
    A propósito, a lanterna comprei na Todimo, conhece?! Beijos

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  2. Oi Dé,

    Somos dois com problemas de bloqueio.

    Não li nada nos últimos meses e pior, não tenho acompanhado os blog como antigamente.

    Mas estou me equilibrando aqui pra voltar ao vício...rs

    Beijos e ótima semana.

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  3. Debbie

    Eu tenho esse livro e amei. E agardeço a ele pois por ele conheci uma amiga maravilhosa

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  4. Ahhm também to correndo pra fugir desse bloqueio!
    Nunca havia passado pro aqui..achei uma gracinha '-'

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