Jane Austen - A Vampira - Michael Thomas Ford


Segundo este livro, a autora de Orgulho e Preconceito e outros clássicos do século XVIII não morreu, mas vive hoje numa cidadezinha no interior do estado de Nova York. Dona de uma livraria, vive frustrada por não receber os direitos autorais e ter o reconhecimento de suas obras de sucesso. Em Jane Austen – A vampira, ela mudou o nome para Fairfax e sobrevive há 233 anos, porque foi mordida por um vampiro, quando se tornou imortal. Entre romances com o Lord Byron, que também é um vampiro, e tentativas frustradas de publicar um novo livro, Jane Austen, ou melhor, dizendo, Jane Fairfax, envolve o leitor em uma divertida viagem ao universo literário, com personagens de outras histórias, de maneira inteligente e divertida!

Eu sou uma enorme fã de Jane Austen, e desde o lançamento desse livro eu estava bem curiosa para saber como ela seria retratada... comprei o livro na Bienal e ele esperou pacientemente na estante até seu momento de leitura...
Criei grandes expectativas por esse livro e me decepcionei... esperava uma história cheia de ação e passagens engraçadas... mas, a meu ver, o livro é bem parado e apesar das enormes trapalhadas da personagem, não achei muita graça em diversos momentos...
Sabe quando você fica esperando que o capítulo seguinte faça o livro deslanchar?? Pois bem, eu fiquei esperando e isso simplesmente não aconteceu...
Não sou nenhuma expert em Austen para dizer se a personagem foi descrita de forma a parecer a verdadeira... mas como uma simples leitora, digo que a personagem não convence... digamos que ela é muito mais Emma, Marianne e Fanny do que Elizabeth, Elinor e Anne... ou seja, apesar dos seus supostos 233 anos é imatura, frívola e insegura... não me conquistou...
Lorde Byron é retratado no livro como o vampiro que transformou Jane, e é o único personagem interessante de fato...
Jane Fairfax (nome usado atualmente por Jane Austen) é dona de uma livraria e após diversas tentativas ao longo dos séculos consegue publicar seu novo romance... namora com um rapaz que não sabe que ela é vampira e tem uma vida tediosa e enfadonha... constantemente fala das saudades de sente de sua irmã Cassie (eu achei forçado, em mais de 200 anos ela já deveria ter superado isso... insensível?? Eu?? Imagina!!).
O livro traz no início de cada capítulo um trecho desse novo romance, e para mim foi uma das melhores sacadas do autor... há ainda uma crítica velada ao enorme "frisson" causado pelo interesse em qualquer coisa com nome da autora, desde bonequinhos à livros de receitas... o que de certa forma é engraçado, já que o autor se aproveita do mesmo fenômeno... também há um gancho para a continuação da história, mas não sei se isso acontecerá de fato...
Não poderia deixar de comentar sobre o trabalho gráfico do livro, que é um dos mais lindos que já vi... a capa é brilhante e a lateral das páginas é escura... assim quem olha o livro fechado tem a impressão que as folhas são negras...
Por tudo isso, esperava mais do livro... considero uma leitura mediana, que pode trazer diversão, mas que não há porque sair correndo para a livraria mais próxima...

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