Casamento de conveniência - Georgette Heyer

Ambientado em 1776, Casamento de Conveniência foi publicado pela primeira vez em 1934. Georgette Heyer, pioneira em seu gênero literário, mulher da qual diziam ter “uma cabeça masculina”, suas obras retratam com precisão histórica os costumes ingleses, em fragmentos genuínos sobre moda, hábitos, linguagem, convenções sociais, e sempre com um tom de sarcasmo e humor.
Quando o conde de Rule pede a mão de Elizabeth Winwood, no ano de 1776, não sabe o problema que causará à bela jovem. Ela está comprometida com o admirável mas pobre, tenente Heron. O final infeliz para essa história só pode ser impedido pela impetuosidade da irmã mais nova de Elizabeth, Horatia, que se oferece para se casar com lorde Rule.
Numa revolução literária para a época, o casamento aqui não é visto como o final feliz para a história, mas como seu ponto de partida, o mote a partir do qual a trama se desenvolve. Sexo e amor ocupam espaços prórpios na literatura. E sexo não necessariamente significando trégua dos amantes.

Estou totalmente apaixonada pela escrita dessa autora, comprei os dois livros novos e mais alguns antigos que encontrei na estante virtual e as leituras tem sido bastante prazerosas e leves...
Esse é o segundo livro que leio da autora, então "acho" que já dá para ter uma idéia melhor da sua forma de escrever e já aviso, não tem nada haver com Jane Austen, o período é aproximado mas não chega a ser o mesmo, a abordagem é completamente diferente... e apesar de o leitor ser onisciente, é claro o enfoque sobre o protagonista masculino.
Nesse livro eu adorei todos os personagens, Horatia é uma jovem destemida que não se intimida ante o Conde Rule e o pede em casamento para que ele deixe sua irmã livre... o problema é que Horatia não é bonita e ainda por cima é gaga...
O Conde Rule me conquistou, é um homem de 35 anos, riquíssimo e totalmente despreocupado com a vida (tão despreocupado que chega a dar raiva), tem uma amante oficial e decide se casar... para isso pede em casamento a jovem Elizabeth, todavia quando Horatia aparece em sua casa não vê problemas em trocar as irmãs e aceita a proposta...
Isso é só o começo do livro, pois no decorrer da história várias pessoas irão tentar separar o casal, entre eles estão a amante ciumenta, um inimigo do conde e o seu herdeiro...
As confusões são tantas e tão hilárias que cheguei a imaginar como seria um filme baseado no livro...
Ah, não posso deixar de citar o irmão de Horatia... um visconde cara de pau e que se mete em situações complicadas para salvar a pele da irmã... um irmão que todo mundo precisa e gostaria de ter...
Recomendadíssimo...
Vale lembrar que o livro foi escrito em mil, novecentos e bolinha... então não espere cenas quentes ou comprometedoras... uma pena, né?? Estou tão mal acostumada...


Mudando de assunto, hoje é meu níver... estou fazendo 27 anos e estou ultra deprê... sempre fico no meu aniversário, eu sei que é pouco, que ainda sou nova, mas estou ficando velha sim e já há uma porção de coisas que não posso mais fazer... hum, tipo ganhar uma medalha olímpica ou virar bailarina, também acho que não dá mais pra ser astronauta e nem agente secreta...
Mas sou grata a Deus por mais esse ano, pelas pessoas queridas que ele colocou na minha vida, pelos amigos (virtuais ou não) que enriquecem meus dias e por todos os acontecimentos que tornaram esses 27 anos únicos e incríveis...

Esse ano estou de regime e a gente vai ter que se contentar com um cupcake... 

Quer um pedacinho??

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