A vidente - Hannah Howell

Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgiana. Como todas as gerações de sua família, Chloe Wherlocke possui habilidades especiais, e o seu dom é enxergar além da visão física. Em 1785 ela prevê a morte de uma mulher que acabara de dar à luz e toda uma trama para atender a motivos escusos. Ao encontrar uma criança abandonada ao lado do corpo da mãe, ela salva o bebê e o cria escondido do mundo. Fazia isso por amor, mas talvez houvesse neste gesto alguma força do destino... Com o passar dos anos, Chloe descobre que o encontro com a criança não havia sido uma simples coincidência e nota, pouco a pouco, um desenrolar de acontecimentos que envolviam todos os membros de sua família, num jogo de traições, mentiras e assassinatos. Consciente de tudo, ela precisa ser rápida para salvar a vida do pai do menino, o conde Julian Kenwood, e avisá-lo que o filho não morreu. Mas, ao se aproximar da família Kenwood, Chloe percebe seu sentimento de proteção por Julian se transformar enquanto a cada momento tudo fica mais perigoso.

Semana passada houve um certo burburinho envolvendo esse livro... isso porque uma pessoa se achou no direito de criticar de maneira um pouco ofensiva os leitores de livros de banca e seus gostos literários...
Na verdade isso já se tornou meio comum, parece que toda vez que alguém quer chamar um pouco de atenção, dá uma de crítico literário e joga pedras nos livros de banca, chamando de literatura B e outros adjetivos, me recordo que a Tonks na resenha que fez sobre esse mesmo livro abordou o assunto... Confira aqui... o que muita gente não sabe é que várias escritoras famosas hoje, começaram a publicar os seus livros nesse formato e muitos livros chamados de "livraria", foram impressos inicialmente nesse mesmo formato...
Mas isso realmente não há como essas pessoas saberem, afinal em seus discursos uma frase que se repete é a "Eu não leio esse tipo de livro" ou "Eu nunca li esse tipo de livro"... assim fica difícil construir qualquer crítica digna de consideração, né??
Bem, o livro virou alvo de falatório pois apesar de ele ter uma capa bonita e todo o jeito de livraria... é de uma autora super conhecida e adorada pelos seus livros de banca (inclusive é esse o formato que ele tem no exterior)... e criticaram o livro dizendo que ele tinha 25 cenas de sexo...
Eu como sou curiosa e tinha o livro me esperando na estante, fui correndo ler... e só posso dizer que foi uma propaganda enganosa... o livro possui apenas umas 5 cenas... e para quem Gena Showalter, J. R. Ward e Richelle Mead, esse livro é até água com açucar, além disso as cenas são bem colocadas de modo que não vi nenhum exagero...
O livro é divertido, tem uma mocinha corajosa e completamente fora do seu tempo, que não se prende aos valores da época em que vive e que tem um dom... ela tem premonições... e são essas premonições que possibilitam ela salvar a vida de Julian e do seu filho...
O mocinho ficou um pouco aquém do esperado, é meio pacato e quando tem uma desilusão no primeiro casamento, se entrega a bebida e nada faz contra sua esposa infiel e o seu amante...
O único ponto que me desagradou foi o final do vilão... achei a cena muito fraca e os diálogos explicativos desnecessários... mas no geral é um livro gostosinho, fácil de ler... para as leitoras que gostam de livros de banca é uma boa pedida (apesar do preço ser bem mais salgado) e para as leitoras que ainda não se aventuraram nessa temática, talvez seja um bom jeito de colocar os preconceitos de lado e expandir os horizontes...
A capa é muito bonita (apesar da imagem não ter nada haver com a protagonista que é morena), tem uma fitinha de amarrar super fofa... e diferentemente da americana (que tem um homem bonitão na capa) não causará vergonha naquelas que se preocupam com o que os outros podem pensar (a frase ficou meio pesada, mas esse é um argumento bastante usado para criticar livros de banca)...

Livros que compõem a série:
- A Vidente (If he's wicked)
- A Sensitiva (If he's sinful) - Lançamento no Brasil previsto para 20/05/2011.
- If he's wild - Ainda sem data de publicação.

Capa americana

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