Num vale encantado - Patricia Potter


1865.
Aprill Manning resolve desafiar o destino e empreender a aventura de viajar pela América com o filho. Ela precisa chegar a Fort Defiance onde está a única pessoa que pode lhe assegurar a felicidade.
Mas a viagem muda inesperadamente de rumo. Prevalece a realidade da violência. Aprill e o pequeno são feitos reféns por Mackenzie, um índio mestiço. Ele também sonha, mas com a liberdade. Precisa fugir de Fort Defiance, pois a condenação à morte pelos crimes de que é acusado é certa.
Uma estranha relação se inicia entre o algoz e suas vítimas. Sentimentos e desejos afloram com força indomável. Torna-se impossível determinar o certo e o errado... é arriscado demais apostar nos descaminhos da paixão!

Há aquelas que adoram mocinhos índios... já outras suspiram quando eles são irlandeses... agora imaginem só quando o mocinho é um mestiço, uma mistura de índio americano e irlandês... eu amo... mas essa mistura só faz o nosso protagonista sofrer, isso porque os brancos o consideram índio e os índios o consideram branco...
Mas apesar de todas as dificuldades Mackenzie é um homem exemplar... honrado e generoso...
A mocinha dessa história é uma jovem viúva... seu marido morreu na guerra e a deixou com um filho... depois de passar anos morando com a família do marido, Aprill (esse nome me faz lembrar da mocinha das tartarugas ninjas, na época eu ficava confusa, me perguntando porque o nome dela era maça - Apple, acho que tinha uns 7 ou 8 anos... santa tartaruga!! *.*) está retornando a casa do pai...
Para chegar a Fort Defiance precisa pedir proteção ao responsável por um posto do exército... isso porque o ataque dos índios é uma ameaça real...
Aprill só não esperava sentir algo por um dos prisioneiros... Mackenzie havia sido preso graças ao rancor de várias oficiais daquele destacamento, que farão de tudo para que ele não chegue com vida a Fort Defiance.
Só resta uma saída, fugir... mas no meio da fuga é surpreendido por Aprill e seu filho... então o mocinho/bandido/injustiçado sequestra os dois...
Daí em diante nem preciso comentar, né? Síndrome de Estocolmo na cabeça... brincadeira...
Aprill se vê apaixonada, mas Mackenzie é daqueles mocinhos que relutam até a última linha da última página em confessar qualquer sentimento...
Apesar de todos os clichês da história, só posso dizer que gostei muito do livro, ele é velhinho e foi resgatado num sebo por um precinho módico...
Esse é um daqueles livros de banca que tem a história bem desenvolvida e não deixa nada a desejar para os livros de livraria... na verdade essa é a segunda vez que leio um livro de banca antigo dessa autora e gosto bastante...
Então, se encontrarem esse livrinho dando sopa em qualquer canto, agarrem... vocês vão gostar...

2 comentários:

  1. Eu adoro Clássicos! Sinceramente, até hoje não encontrei um que me desagradasse!
    Esse parece ser muito bom também, Débora!
    Aqui é bem difícil encontrar clássicos, mas vez ou outra eu acho algum... Tenho uns 9 aqui em casa, só! Buáááááá!
    Esse eu nunca vi, mas se um dia cair nas minhas mãos... Eu Agarro, prometo!
    Bjus,
    Náh

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  2. ei Déh, que sorte, tenho tenho esse livro aqui em casa. 0//
    o meu está super conservado, ganhei na comu da AR. ^^

    adoro histórias assim e vou ler o meu rapidamente. ^^

    beijos.

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