[Sessão Pipoca] Os três mosqueteiros

Já declarei algumas vezes aqui no blog meu amor incondicional por heróis de capa e espada (e por vampiros, vilões, lobisomens, homens milionários, etc, etc) e por esse motivo estava a meses eufórica com a notícia de que uma nova adaptação de Os três mosqueteiros estava sendo produzida... isso sem falar na participação de Orlando Bloom como Duque de Buckinghan e do Matthew Macfadyen (lindo no papel do Mr. Darcy) como Athos, um dos mosqueteiros...



Bem, la fui eu toda eufórica assistir o filme que prometia muito mais ação e tecnologia do que as produções anteriores... e realmente tem muito disso e talvez por isso mesmo eu não tenha gostado do filme...

Para quem nunca assistiu um outro filme (principalmente o de 1993 produzido pela Disney) sobre os três mosqueteiros, ou não conhece a história original, é possível que goste dessa versão... mas na minha opinião o filme ficou muito irreal, eu sempre gostei dos heróis de capa e espada porque suas lutas são bonitas, limpas e simples... nada de tiros, força bruta ou poderes sobrenaturais... ali o que vale é a habilidade de cada espadachim...

O filme me lembrou a versão mais recente de Piratas do Caribe e do Sherlock Holmes, muita ação, muitos efeitos especiais e pouca emoção... a fotografia, cenário e as roupas são incríveis, muito lindas, cheias de cor... mas com tanta coisa, os atores me pareceram mais coadjuvantes do que as estrelas do filme...

Ultimamente, nesses filmes muito tecnológicos, sinto falta da mágica do cinema... aquele pó de pirilipimpim que te leva a Terra do Nunca, aquela emoção que você quase consegue tocar quando assiste um desenho como Branca de Neve ou um filme como A Noviça Rebelde... ou se você estiver me achando muito saudosista, porque não a emoção quando se assiste a ultima adaptação de Orgulho e Preconceito (protagonizada Matthew Macfadyen)... e o que dizer das maravilhosas séries da BBC??

Sinto falta do tempo do filme, sim, pois revendo filmes antigos percebo que a história é menos corrida... há tempo para aquela cena onde os atores se olham nos olhos antes do beijo, aquelas pausas nos diálogos... enquanto ultimamente o que mais tenho visto é o pessoal falando e correndo, matando zilhões de o que quer seja, pulando de carros, prédios e helicopteros... e os beijos??? Ah, não dá mais tempo... nada daqueles beijos que dão frio na barriga de quem está assistindo, que chegam a arrepiar e inspirar quem está no cinema... com muito esforço, sobra um tempinho lá no final pra um selinho ou um beijico de despedida quando o herói está saindo numa missão mortal...
Pensando bem, acho que minha implicância não é com os avanços tecnológicos, mas sim com Hollywood que parece seguir a mesma receita de bolo para todos os filmes... sim, porque desde que assisti uma luta brilhante em Matrix usando o revolucionário recurso slowmotion e fiquei de queixo caído com a genialidade do filme, sou obrigada ver o mesmo efeito (ou semelhantes) em todas as lutas de todos os filmes que surgiram depois dele... juro que já vi esse efeito em filmes de comédia, ação, aventura e até em desenho animado...

Bem, já que ainda estão aqui lendo a minha opinião... querem um conselho? Assistam a versão de 1993... ou melhor, leiam o livro!!


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