A Garota que Perseguiu a Lua - Sarah Addison Allen



Resenhas da Mikaela

Doces, Luzes e Amor

Sabe aquele livro que deixa um pedacinho dele com você depois que o termina? Pode ser uma música que lembre uma passagem, um sentimento, uma frase... A Garota Que Perseguiu a Lua, de Sarah Addison Allen, publicado pela editora Planeta, deixa um aroma. Tá confuso? Deixa eu explicar com o resumo do livro:

"Como você pode achar seu caminho? Seguindo as nuvens ou a lua?" Emily Benedict foi para Mullaby após a morte de sua mãe. Ao chegar à cidade e conhecer seu avô ela percebe que os mistérios do lugar nunca são resolvidos: eles são uma forma de vida. Existem quartos cujo papel de parede muda de acordo com o seu humor, luzes estranhas aparecem no quintal à noite e Julia Winterson, a vizinha, consegue cozinhar a esperança em forma de bolos. Emily percebe que sua mãe esteve envolvida no maior mistério da cidade, e conta com a ajuda de Julia para desvendá-lo. Em Mullaby nada é o que parece.

Perdas aconteceram nas vidas de Emily e Julia, mas o que é algo triste passa a servir para uma emocionante descoberta do amor e redenção para a vida. A escrita da autora torna Mullaby uma cidade mágica, parecida com a que vimos em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas e o seriado Gilmore Girls. Sendo praticamente uma personagem, Mullaby é pequena, charmosa e tem esse mistério envolvendo luzes que brilham no meio da noite e o papel de parede de Emily, que muda de acordo com o seu temperamento.

Emily, de 17 anos, é uma estranha naquela cidade e vai descobrindo tudo com a gente. Seu avô é um gigante (literalmente), há um garoto, Win, de quem ela supostamente não deveria se aproximar, Mullaby tem um calendário especial (que aparece no fim, para deleite dos fãs!) e todos escondem um mistério sobre o passado de sua mãe.

Julia, de 34, tinha visto o pior do colégio quando morava na cidade. Como sempre se vestia de preto e usava muita maquiagem, ela sofria bullying dos colegas e alimentava uma paixão secreta pelo cara mais popular da escola, Sawyer, ao mesmo tempo que tinha vários problemas com a madrasta. Ela volta para a cidade na intenção de ser algo temporário e se dedica à sua paixão: assar bolos deliciosos. Mas essa não é apenas uma paixão, é um chamado para algo que ela perdeu há muito tempo... algo que não posso contar senão vira spoiler (rs). E nesse meio tempo, Sawyer, ainda bonitão e irresistível, vive dando em cima dela, o que a princípio ninguém sabe se tem sentimento verdadeiro ou não.

Os personagens secundários como o Win, Sawyer e o avô de Emily ganham capítulos e se tornam mais interessantes com os próprios pontos de vista sobre tudo. O avô de Emily é tímido e a princípio não parece ser muito afetivo, mas tem um coração muito generoso e uma história de amor muito fofa com a esposa. Win é da família mais rica e tradicional da cidade, que carrega um mistério que se conecta ao da mãe de Emily. Sawyer é charmoso, bem humorado e sempre disposto a surpreender Julia. Depois vamos descobrir mais sobre o passado dos dois e sentir um misto de raiva e depois compaixão...

Para ser sincera, gostei mais da história de Julia e Sawyer. Emily e Win são bonitinhos, mas um pouco sem graça, de modo que acho que a autora tenha mais habilidade em escrever sobre o romance de adultos.

Sarah Addison Allen era desconhecida pra mim, mas parece que ela já publicou outros livros por aqui... A diagramação e capa são um capítulo à parte, nada melhor que um bom livro ser lindo por fora e no conteúdo, né?

E pra finalizar, que história era aquela do aroma, hein? Os bolos de Julie são tão deliciosos que você meio que sente um cheiro ou até um sabor quando acaba o livro. E como já faz um tempo que o li, posso ver que não é algo de quem só acabou o livro. Talvez seja só comigo, mas foi a impressão que deu.


0 comentários:

Deixe seu comentário