P.S. Eu te amo - Cecelia Ahern







Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada.
Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.




Conheci P.S. Eu te amo através do filme e já perdi as contas de quantas vezes o assisti, só muito tempo depois é que fiquei sabendo do livro e foi um Deus nos acuda para achar... acabei comprando meu primeiro exemplar em um sebo e sempre que comentava com alguém desse livro tinha até medo de me pedirem emprestado, não tenho problemas em emprestar meus livros, até gosto, mas como esse livro era um tanto raro de achar sempre ficava com aquele medinho de estragarem, sabe??

Quando fiquei sabendo da republicação pela Novo Conceito dei pulos de alegria (mentira, só dei pulinhos quando ele chegou), porque agora sei que todos terão ao alcance das mãos esse livro maravilhoso... 

Fiz uma resenha sobre ele há pouco tempo e fiquei pensando bastante se deveria escrever novamente... confesso que como li o livro há pouco não reli na íntegra, mas escolhi meus momentos preferidos e passei umas boas horas sorrindo e chorando... novamente...

Comigo não tem jeito, cada vez que abro esse livro viro uma manteiga derretida... o kit da Novo Conceito é bem fofo com envelopes e papeis de carta, mas acho que dessa vez faltou uma caixa de lencinhos, pois sem dúvida esse é um dos livros que mais chorei na vida... isso inclusive me deu uma idéia de escrever sobre os livros mais "chorosos" que li.

Bem, vou tentar escrever algumas coisas que acho que faltaram na resenha anterior... eu já havia falado que prefiro o livro ao filme, apesar do filme ser igualmente lindo... mas nesse caso a grande diferença está nos personagens secundários... no livro eles são vários, a família da Holly é ótima, os pais são amorosos, os amigos tem mais importância, o foco é totalmente na Holly e o Gerry aparece bem pouco... outra diferença é que eles são irlandeses, assim como a autora... e eu sempre acho que os irlandeses tem um quê de brasileiro, uma alegria que não se vê em todo o canto...

Por ser tão focado na personagem, em alguns momentos podemos ter a impressão de que ela não quer seguir em frente, de que ela não quer sair da depressão e é preciso entrar de cabeça na história, se colocar no lugar da Holly para entendermos o quanto isso é natural...

Como muitos de vocês sabem, eu não tenho filhos e talvez por isso sempre me identifico muito com a história do casal, sempre achei o Gerry muito parecido com meu marido e eu um pouco parecida com a Holly (falo um pouco, porque ela é chatinha em alguns momentos e eu nunca iria assumir que sou chata publicamente, né?? Sou um amor de pessoa... cof, cof)... sempre consigo me identificar logo de cara com o drama, pois nem posso imaginar como seria perder a pessoa que a gente ama de forma tão trágica... quando uma relação acaba, dificilmente ela acaba do nada e pronto, geralmente vai dando sinais de desgaste e o término (mesmo quando não é consensual) costuma ser assimilado melhor... agora quando um simplesmente morre, creio que a gente sempre fica com um monte de "e se..." na cabeça, com uma sensação de que tiraram algo muito valioso de nossas vidas...

O filme é muito bem adaptado, mas eu particularmente prefiro tudo do livro, incluindo o final que é bem mais crível a meu ver... vale também falarmos um pouco da autora, vocês sabiam que a Cecelia publicou esse livro com apenas 21 anos?? É ou não é uma façanha uma jovem com essa idade escrever com tanta profundidade??

Enfim, leiam o livro, assistam o filme, mas antes de tudo comprem lencinhos de papel... e nunca, nunca, nunca leiam esse livro em público, em transportes coletivos ou na presença de alguém que vocês queiram impressionar... será vexame na certa!!
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