Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins

Resenha da Mikaela

Então, para quem leu Anna e o Beijo Francês, a escrita de Stephanie Perkins já deve ser conhecida, mas como nunca li, foi nova pra mim, e, olha, Lola e o Garoto da Casa ao Lado, da Novo Conceito, surpreendeu.

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

Lola é uma protagonista diferente. Pra começar, ela não tem papas na língua e se precisar, dá uma resposta sem medo, além de criar suas próprias roupas e todos os dias usar "figurinos" e perucas diferentes(ela usa roupas bem mais extravagantes do que na capa). Ela vive com os pais homossexuais (seu tio e o companheiro dele) e sua mãe passou por bebidas e drogas, mostrando-se incapaz de cuidar de uma criança. Ela também namora Max, um roqueiro cinco anos mais velho, que fuma maconha e é o pesadelo de  seus pais. E ainda tem o amor secreto por Cricket, que costumava ser o seu vizinho.

Quando Cricket e sua irmã chata Calliope voltam a morar na casa ao lado, Lola tem que enfrentar todo o sentimento que ainda tem por ele e lidar com a pressão de namorar Max. Primeiro, o que é legal é a dinâmica familiar de Lola. A união homossexual dos pais é falada de forma natural, sem estereótipos ou exageros, tanto é que o casal é um amor, e é muito rígido com a filha, que detesta isso. Lola namora o típico pesadelo dos pais: o cara que tem uma banda, tatuagens, fuma maconha, tem um van e já é maior de idade.

E ela não fica atrás. Quando revela, já no começo, que já perdeu a virgindade com Max, Lola mostra que é diferente das outras protagonistas, e nisso o livro, que aparenta ser muito "menininha", prova que sua autora é consistente. Porque Cricket também não é muito comum. Ele é fofo, mas super tímido, nerd, escreve coisas na mão para se lembrar depois , não faz o tipo charmosão, e tem consciência que é menos experiente que Lola, mas ainda assim, é apaixonado, dedicado e atencioso.  Quem estraga tudo é Calliope, a irmã gêmea dele, mas ela fico menos chatinha no decorrer na história.

O que eu não gostei foi das atitudes da Lola. Ao mesmo tempo que ela quer provar que é madura e independente, ela mostra que não é. Briga com os pais, mente para eles e até para Max também, enquanto fica cada vez mais com Cricket, embora nunca traia o namorado. O namoro com Max parece ser a típica revolta adolescente e não algo de uma menina que já sabe o que quer, mas até nisso o livro mostra o amadurecimento da personagem. E o Max entra como o namorado chato da história, mas Lola também não foi o tempo todo honesta com ele, e sinceramente, era de esperar, pelo temperamento dele no livro inteiro, que ele fosse assim mesmo e não o que ela, como adolescente deslumbrada pelo mundo dele, achava que era.

Acho que senti falta do romance em si, claro que teve, mas não foi como esperado. Acho que o romance está mais em segundo lugar na história, que é mais centrada em Lola, nas suas frustrações e a maneira como lida com isso. Mas é isso, o livro mostra um romance um pouco mais diferenciado, mas sabendo criar bem os personagens. Ah, e pra quem leu Anna e o Beijo Francês, a Anna e o St.Clair aparecem várias vezes. Pelo que vi, eu já acho que Anna é uma protagonista melhor que Lola, será? Acho que vou ler o outro livro pra descobrir.


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