[Sessão Pipoca] Django Livre

Resenha da Mikaela

O mais recente filme do aclamado diretor Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios, Kill Bill ), Django Livre é um dos favoritos ao Oscar 2013, com cinco indicações, infelizmente nenhuma delas vai para Leonardo Dicaprio, que rouba a cena na projeção.

Django Livre conta a história do escravo Django (Jamie Foxx, de Colateral) que é comprado pelo caçador de recompensas Dr. Schultz ( Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios), que promete a sua liberdade se ele ajudá-lo a realizar o seu trabalho. Assim, os dois partem em busca da esposa de Django (Kerry Washington, de Sr. e Sra. Smith), que é escrava na fazendo do cruel Calvin Candie (Leonardo Dicaprio, de Diamante de Sangue).

Bem, esse é o típico filme de Tarantino (o que significa diálogos demorados com desfechos alucinantes, vilões marcantes e muito, muito sangue), só que misturado ao estilo faroeste norte-americano. Quem assistiu os filmes do gênero pode reconhecer a homenagem que o diretor faz no estilo do letreiro, nas músicas, até mesmo nos clichês desse tipo de filme. Adicionado a isso, o longa também traz uma trilha sonora atual, de blues, hip hop e tal...

As atuações são uma história à parte. Jamie Foxx, como sempre, muda completamente a cada personagem, e transmite toda a raiva, a emoção e a frieza de um escravo que agora ajuda a "matar os brancos". Christoph Waltz já é muito conhecido de quem assistiu Bastardos Inglórios, e encara um personagem "do bem", por assim dizer, mas com todo o cinismo que já meio que é seu estilo. Já Leonardo Dicaprio encarna um vilão nato, algo que eu não via acontecer desde O Homem da Máscara de Ferro, e é completamente cínico, simpático e ao mesmo tempo ignorante, asqueroso e cruel. Muita injustiça ele não ter sido indicado a nenhum Oscar. Já as mulheres tem pouquíssimo destaque, o que achei um falha, e quando aparecem, ficam no papel meio donzelas em perigo.

Django Livre, pra quem não é acostumado ao estilo do Quentin Tarantino, pode ser bem violento, e tem bastante sangue esguichando nos vilões, logo, pra quem não curte o estilo, é melhor nem assistir. Mas eu achei menos violento do que Bastardos Inglórios e bem menos do que Kill Bill Vol. 1 e 2.  Além disso, ele traz a temática do racismo de forma muito contudente e atual até, você pode perceber como o cinismo de alguns personagens parecem com pessoas dos dias de hoje, trazendo uma boa reflexão. É um filme que fala de escravos, mas bem diferente de Lincoln, que também está concorrendo ao Oscar. Achei muito bem realizado, bom de assistir, mas ainda assim - talvez por não curtir tanto o estilo faroeste - gostei mais dos anteriores do diretor. Pra quem gosta é um bom filme mesmo, mas pra quem passa longe de sangue na tela, é melhor nem conferir.



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