A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra - Robin Sloan

Resenha da Mikaela
A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso… (Sinopse do Skoob)
A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan (Editora Novo Conceito, 288 páginas) poderia ser um ode à leitura e o resgate a magia de se descobrir livros impressos em tempos tão virtuais. Mas não é bem assim. 

Clay vai trabalhar na misteriosa livraria frequentada por estranhos clientes (que vestem roupas bem antigas) e pegam livros misteriosos que ele nunca ouviu falar. Só que o que ele não sabe é que há uma sociedade secreta que eles participam e Clay - um designer trabalhando como vendedor- pode ajudar a solucionar um mistério de séculos da irmandade. Para isso, ele conta com a ajuda de Kat, sua "namorada" e engenheira do Google, seu amigo Neel, dono de uma empresa de software e fã de RPG, além de vários outros personagem que aparecem.

Por essa história, você poderia achar que é um livro empolgante e emocionante. Não é. Bem, claro que existe todo um enredo de suspense e o que poderia ser o tal mistério, mas honestamente não me captou. O começo se arrasta um pouco e não vi nada de mais nos personagens e nem na história. No final, é que se fica com curiosidade pra saber como termina aquilo tudo.

Não sei o que foi exatamente. Clay é um personagem inteligente, curioso, mas nada de mais. Acabamos nem vendo tanto assim do Penumbra ou de sua história, embora eu tenha gostado de sua figura. Kat começa bem mas depois fica cada vez mais fria com Clay e ficamos sem entender. E o que deveria ser o personagem principal - o livro em si - fica com mero coadjuvante.

Quem é designer ou mexe com códigos de informática vai gostar. Todos os personagens são meio hackers, meio experts em tudo. O mundo de computadores é apresentado ao leitor e pode-se conhecer de perto como funciona o Google e como são os que trabalham lá. Além de contar um pouco sobre a história das tipografias (as fontes que usamos para escrever), o que pode agradar designers e publicitários.Só que, na minha opinião, destacaram tanto o Google (Não o mero buscador, mas os próprios mecanismo de software que os funcionários conhecem) como maneira de solucionar vários problemas da turma. Mas, tá, e o livro?

A sociedade secreta é apresentada, mas dá pra ver que o próprio autor não gosta muito. Fica parecendo que o Robin Sloan gosta mais de computadores ou livros digitais do que o livro impresso em si. E nenhum dos personagens principais tem lá muito paixão pela leitura (Pelo menos não vi isso) exceto pelo livro favorito de Neel e Clay. Então, isso tudo irrita muito num livro que vem para falar de uma livraria misteriosa e não do Google ou tecnologias avançadas.

Mas o livro em si não é ruim. Só achei meio sem sal, mas tem gente que pode gostar, sim. E outra, há muito conhecimento ali e você aprende um monte de coisa sobre a famosa fonte Gerritzsoon, como é a sede do Google, sobre como escanear livros de maneira pouco usual, além de tornar uma determinada empresa tão real que eu me pergunto se não existe mesmo.

Então, ele melhora no final. Só acho que se for buscando algo que remete à magia do livro impresso não vai encontrar o que procura. Mas o autor é bem-humorado e fez uma trama ágil que pode agradar a algumas pessoas e que tem vários ingredientes de uma história legal... Apenas não funcionou para mim, mas não tiro o mérito da inteligência de Robin Sloan.

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