O Dominador – Rizzoli & Isles #2 – Tess Gerritsen

Resenha da Danielle

Antes de começar a resenha, acho importante dar três avisos:
- Primeiro aviso: Fãs de romances eróticos não se enganem com este título, o dominador em questão é um assassino.
- Segundo aviso: Leia antes “O cirurgião”. 
- Terceiro aviso: Tentarei não soltar spoiler, mas pode acontecer. É um tanto inevitável.

Neste segundo volume Tess Gerritsen continua com sua escrita envolvente repleta de ação e reviravoltas. Bem como a identidade do assassino surge apenas quando ela quer e após nos deixar roendo as unhas.

Jane Rizzoli está de volta um ano após trancafiar o Cirurgião, mas se antes ela acreditava ser invencível agora sua estima está mais baixa.  No entanto não se engane ela continua um poço de orgulho e não demonstra para ninguém.

O livro começa com uma morte bem “curiosa” que acaba sendo deixada de lado pela detetive ao ser contatada por Vince Korsak, um detetive de Newton, o motivo: o assassinato do Dr. Richard Yaeger, seu corpo foi arrastado do quarto até a sala onde ficou contra a parede, pulsos e tornozelos presos com silver tape, e o golpe de misericórdia em sua garganta. Além de um detalhe estranho: uma xícara e um pires ao lado do corpo. Korsak chama Rizzoli para dar uma olhada na cena do crime que entende o recado ao ver uma camisola bem dobrada na cadeira do quarto, ela não duvida que é a assinatura do Cirurgião, mas além de Vince nenhum de seus companheiros da delegacia lhe dão crédito, principalmente por que o criminoso continua atrás das grades. Então, seria mais um imitador?

Nesse ínterim surge o homem de terno, Agente Gabriel Dean do FBI, um ruivo bem arrumadinho que vai implicar com Jane despertando vários sentimentos. Ele mantém sempre a calma, apesar de demonstrar raiva durante as autópsias, seus motivos são mantidos em segredo.

Korsak e Rizzoli são parceiros agora e após uma autopsia liderada pela Doutora Maura Isles e uma dica do agente Dean, descobrem estar lidando com um necrófilo, para quem não sabe são pessoas que mantêm relações sexuais com cadáveres, é eu sei horripilante.

Mesmo a distância Thomas Moore se mostra preocupado com Rizzoli, mantém contato com ela e lamenta não poder ajudar, pois está mantendo a esposa em segurança.

Maura surge com seu humor tão característico. Não consigo deixar de associar Isles a vampiros, por seus cabelos negros, pele alva e batom vermelho. Um exemplo para vocês:
"- Isso é para segurar a cabeça dele no lugar?
- Por favor, detetive, fita adesiva não seguraria no lugar nem a sua cabeça. - Isles 
olhou pela lente de aumento.(...)"
Mais uma vez o caso vai ganhando mais ramificações com a descoberta de outros corpos, que acabam se interligando, e este é um dos motivos para gostar tanto dos livros da Tess, fico tentando descobrir o ponto comum entre os assassinados. A autora consegue nos surpreender.

Não bastasse a desconfiança contra Dean, Jane recebe uma notícia que abala suas estruturas. Quando o agente do FBI viaja sem avisar, a detetive recebe um convite inesperado. As notícias que lhe aguardam em Washington são assustadoras. Mas nada comparado com seu retorno a Boston.

Adoraria me estender, mas receio acabar contando o que não devo, então recomendo com todas as letras que confiram o livro por si mesmo e se deleitem com muita ação, suspense e uma policial durona que vai roubar sua atenção até a última página.

Recentemente a Editora Record publicou o oitavo livro da série: “Gélido”
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3 comentários:

  1. Nossa, cada resenha sua dessa autora me deixa ainda mais curiosa... tenho certeza que preciso ler...

    Só me falta o dindin pra comprar tudo...rss

    beijos,

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  2. Oi Dé,
    Sim você está mesmo perdendo ótimos livros. E sei que você vai amar, afinal você gosta da Lisa, tá no estilo policial que você curti.
    A Tess é ótima!!!

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  3. Li o cirurgião e já emendei neste livro!Gosto muito do jeito da Tess escrever.Adorei sua resenha!

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