O Julgamento de Gabriel - Sylvain Reynard



O Julgamento de Gabriel

Eles estão vivendo uma paixão arrebatadora. Mas muitas pessoas são contra esse amor. Gabriel Emerson e Julia Mitchell se conheceram há muito tempo, quando ela ainda era adolescente, numa noite mágica e confusa. Mas, apesar de todo o sentimento que nasceu entre eles, no dia seguinte seus caminhos se separaram. Anos depois eles se reencontraram quando Julia começou o mestrado na Universidade de Toronto. Gabriel era um professor enigmático, sedutor e muito arrogante que a atormentava e perseguia. 
No entanto, o que mais fazia Julia sofrer era ele não se lembrar dela. Mas nem mesmo o insensível Gabriel é capaz de resistir à profunda conexão que existe entre eles e logo os dois embarcam numa tórrida paixão proibida. Com o fim do semestre e do curso ministrado por Gabriel, eles deixam de ser professor e aluna e enfim estão livres para viver seu amor. Ou pelo menos era o que pensavam. Após uma viagem romântica para a Itália, durante a qual Gabriel ensina a Julia todos os mistérios do prazer e, em troca, aprende com ela o significado do amor verdadeiro, os dois veem seus sonhos ameaçados. Duas denúncias junto ao Comitê Disciplinar da Universidade põem em risco o emprego de Gabriel e a carreira brilhante e promissora de Julia. Será que o professor vai ceder às ameaças ou irá lutar até o fim por sua amada? Será que essa paixão conseguirá resistir a um julgamento implacável? (sinopse da Arqueiro)

Em O Julgamento de Gabriel, de Sylvain Reynard (Editora Arqueiro, 384 páginas), continuação de O Inferno de Gabriel, vemos como funcionará o relacionamento de Julia com seu agora ex-professor e antigo amor de adolescência Gabriel Emerson. Para quem sentiu falta de erotismo, as primeiras páginas trazem todo o amor que eles não consumaram no primeiro livro, com muito romantismo também.

Só que eles acabam sendo descobertos graças a uma denúncia da irritante Christa. Aí o livro entra numa parte que considerei meio clichê. Primeiro que a armação da Christa é algo típico de novelas mexicanas ou de uma vilã de Malhação, sem falar naquele professor italiano... Além de tudo isso, você vê a angústia do casal e como Julia tem pouca confiança no que Gabriel vai fazer, o que não é incompreensível dadas as adversidades que eles passam, mas irrita como personagem.

Vamos falar de Julia novamente. Notei que há uma melhora na atitude da personagem no começo, principalmente quando enfrenta a detestável Natalie (Embora eu ache que a vilã deveria ter levado um tapa dela), quando começa a se trabalhar na sua autoestima e na confiança de que Gabriel a ama. Mas isso é uma construção paciente e demorada do autor (Sim, o autor! Eu achava que era uma autora, mas não. Disso eu falo depois), sendo notado aos poucos com o passar da história. Bem, mas espero que no próximo livro, Julia mostre de fato o que aprendeu nesse. Quero ver se ela põe em prática, porque em O Julgamento de Gabriel não se sabe se ela vai continuar amadurecendo ou não.

Já Gabriel mostra o quanto amadureceu (Exceto no ciúme e ultraprotecionismo de Julia), principalmente ao enfrentar figuras do seu passado e refletir mais sobre a sua própria condição e redenção. A bondade praticamente franciscana de Julia desperta um lado mais sensível nele, embora isso seja trabalhado aos poucos, mas sendo notado no final. Além disso, ele continua com o mesmo charme e beleza intensa de antes!

O livro é ao mesmo tempo bonito, clichê e repleto de conhecimento acadêmico. Uma combinação inusitada. Mas enquanto a história da denúncia de Gabriel e Julia traz passagens muito clichês assim como vilões altamente estereotipados (e desentendimentos típicos de novela), a história traz muito de Dante e Beatriz, reflexões e diálogos fundamentados na redenção, na bondade, o conceito de amor... É algo bem diferente do que se encontra em romances, em que alguns nem se preocupam em trazer qualquer coisa para discussão.

Sendo assim, eu acho que O Inferno de Gabriel é um pouco melhor do que O Julgamento de Gabriel (Que é mais aflitivo), mas o segundo supera o primeiro em alguns quesitos. Só acho que esse livro podia ter um pouco mais de ação  ( E de castigo aos vilões, porque olha...). A capa, como sempre, é bonita, embora o livro não seja tão erótico como a foto demonstra (Embora esse tenha muito mais cenas assim do que o primeiro, mas mesmo assim, fica longe do erotismo de obras que vemos por aí).

E descobri que Sylvain Reynard não é apenas um autor, como também é um pseudônimo! Há quem jure que ele seja uma mulher, ninguém sabe. Eu acho que a parte teórica é muito bem fundamentada, mas espero que esteja encaminhando um lindo final para esses dois.

A coleção:
- O Julgamento de Gabriel
- A Redenção de Gabriel (ainda não lançado no Brasil)

Avaliação (de 0 a 5): 4,0

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