Todo Dia - David Levithan

 Six earlier days, 280 pág., Galera Record

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


Oiii leitores,

Contagiante, é a palavra que uso para definir este livro.


Li muitas resenhas positivas, mas quem me indicou e convenceu com seus argumentos foi a outra chefinha, a Drica do “Minha velha estante”.


Gostei bastante do título brasileiro, achei a capa linda com o tom sépia.


Falando da trama: que imaginação esse autor tem! Fiquei presa à leitura que durou meras 06h (e porque estava tomando conta de meu sobrinho, senão teria terminado antes).


A é um personagem interessante, não fica definido o que ele é, pode ser um ET ou sei lá o quê. O fato é que ele muda de corpo a cada dia, seja menino ou menina, a única semelhança é a idade: 16 anos. Nunca acordará no corpo de um bebê ou de um idoso.


De início ele acorda no corpo de Justin, um garoto arrogante que trata mal a namorada que o idolatra, bebe bastante e não agrada ninguém além dele. O que muda tudo é justamente a namorada dele: Rhiannon. 


Agora A tem um propósito: rever Rhiannon, não importa em que corpo esteja.


Quando ele desabita o corpo em que se hospeda ficam lembranças vagas, ele não tenta mudar a rotina de ninguém.


Imagino o quão complicado é a vida dele. Imagina você acordar sempre num corpo estranho, com pessoas estranhas, sem poder se apegar? Mas como ele deixa claro como nunca teve um corpo único, não sente tanto. Ele não tem preconceitos, tanto que ao acordar num corpo de homem/mulher homossexual ele não se incomoda, age super bem com tranquilidade.  

Achei bem engraçado que ele não gosta de corpos lindos, prefere corpos comuns. 
"Sempre fico mais feliz quando sou bonito apenas o suficiente. O que significa: as outras pessoas não me acharão feio. O que significa: eu causo uma impressão positiva. O que significa: minha vida não é definida pela minha beleza, porque isso traz seus próprios perigos tanto quanto as próprias recompensas."

Nada de distinção entre gêneros, raças, o que surgir ele leva numa boa.
"Algumas pessoas estão protestando contra a parada gay. Não entendo o porquê. É como protestar contra o fato de algumas pessoas serem ruivas. Na minha experiência desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio."
Precisamos de mais As por aí, o mundo seria bem melhor. Outro ponto importante que ele aborda é a religião.


A verdade é que o livro vai te deixando maluca para descobrir se há uma maneira de A e Rhiannon ficarem juntos, a expectativa de como ela vai reagir quando souber a verdade.



A pode não ter um corpo, mas é um ser muito consciente, bondoso e responsável, ele ama a Rhiannon de verdade. Ela por sua vez é uma garota que se anula para manter o namoro com o Justin, mas é esperta, bondosa e sensata. Foram personagens que me conquistaram bastante.


Não pensem que o livro foca apenas em romance, cada corpo tem uma história bem interessante, e o A acaba se metendo numa situação inesperada, que ao menos me deixou ainda mais ansiosa para saber como seria resolvida.

Sabe a sensação de vazio? Eu senti quando li a palavra Fim. Queria que o livro tivesse mais páginas. Acredito que A conquistou meu coração também.



Se eu recomendo o livro? Claro, óbvio e evidente. Vocês precisam conferir essa trama tão ímpar e maravilhosa. Aviso logo para reservar umas horinhas livres, pois não vai querer largar.




Capa americana: (Apesar de ser parecida, gostei mais da brasileira)





Nota (0-5): 5
 
 
http://www.leituranossa.com.br/2013/11/top-comentarista-novembro2013.html

6 comentários:

  1. Eu descobri ese livro a poco tempo aquí na España e estou loca por leerlo, so que a portada española nao termina de convencerme e as críticas nao sao muito favoraveis que digamos. Más adorei leer sua resenha ate parece que vc lúe mesura pensamientos rsrs. Vou ver se compro ele ai no Brasil . Beijokas linda

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  2. Olá Dani, tudo bem??
    Ansiosa pra ler esse livro com esta historia super diferente! Fiquei curiosa a respeito de A e sua história de viver em um corpo diferente todo dia. Deve ser uma coisa de louco. Adorei a resenha e fiquei ainda mais animada para ler e confesso que achei as duas capas lindas =)

    Beijos♥

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  3. Sobre a capa, pra mim são muito parecidas. Gostei de ambas. Sobre a história, nunca vi nada parecido em algum livro. Morro de vontade de lê-lo, acho que agora não vi nenhum comentário negativo sobre ele. Eu me colocando agora no lugar do A, penso putz, é difícil pra caramba. Enfim, não vejo a hora de ler esse livro! ^^

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  4. Fico imaginando se isso que acontece nesse livro ocorresse na vida real! Ia ser uma loucura...
    Eu adoro essa capa. Muito bonita...
    ;)
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  5. Tem post novo e blogagem coletiva no meu cantinho. Participa!
    Bj e fk c Deus,
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com.br

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  6. Super interessante esta história... olha fiquei com vontade de ler .... e a capa é muito legal tbm

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