Fênix: a Ilha - John Dixon


Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?
Sabe aquele livro que, mesmo com uma porção de coisas pra fazer, você não consegue deixar de lado?

Fênix: a Ilha, de John Dixon (Novo Conceito, 336 páginas) é desse jeito. E olha que, pela capa, eu não achava que seria muita coisa. Mas quando a história já nos coloca a par da situação de Carl e, sem delongas, já o vemos partindo para a Ilha Fênix, podemos ver que o ritmo do livro promete. 

As citações iniciais, mostrando a temática de árvores
Em uma ilha remota, com os órfãos delinquentes nas mãos de soldados que irão treiná-los e condicioná-lo, vemos que coisa boa não sairá daí. Para começar, temos Parker, um oficial que implica com Carl e faz de tudo para castigá-lo. Além disso, muitos dos meninos na ilha são psicopatas, o que faz Carl arranjar brigas por ser incapaz de controlar o seu temperamento. Mas não é só isso. A ilha não é só insuportável pelas privações que eles passam ou pelas brigas e o bullying entre eles: o lugar esconde um segredo, mais precisamente num laboratório.

E quando você pensa que viu já toda a ação do livro, ele dá uma virada, mostra personagens e uma explicação para o que é a Ilha. Do meio para o final, os personagens lutam a todo custo pela sobrevivência e nem todos conseguem viver. 

Mas falando em termos gerais, Carl Freeman é um bom protagonista, um adolescente com um passado triste e ansioso por defender os inocentes, embora seja um pouco ingênuo do meio para o final. Octavia, a paixão de Carl, não tem somente um passado triste, mas um passado traumático. Agora, só achei que ela passou de garota durona para um pouco menos durona no final. Tá certo que ela é muito corajosa, mas acho que, pela força toda que a personagem demonstra, o autor podia ter dado algo melhor para ela fazer. Já Ross é extremamente cativante que dá um tom de comicidade em algumas passagens.

Fênix: a Ilha não é um livro muito teen, onde todo mundo arranja um jeito de se sair bem... Consequências acontecem na histórias e isso tudo torna a história mais viciante, porque você simplesmente teme pelo o que pode acontecer no final. A capa não é tãao chamativa, acho que, embora ela seja do tom do livro, poderiam ter feito algo diferente do que aproveitar a capa do original. Mas a diagramação é boa e os detalhes gráficos são interessantes.


Os detalhes das árvores estão no começo de cada capítulo
A série:

-Fênix: a Ilha

-The Devil´s Pocket (a ser lançado em 6 de janeiro de 2015 nos EUA)

OBS: Fênix: a Ilha serviu de base para a criação da série Intelligence, estrelada por Josh Holloway (o Sawyer, de Lost) e Meghan Ory (a Chapeuzinho Vermelho, de Once Upon a Time). Não assisti à série até por motivos de falta de tempo (leia-se monografia), mas pelo que vi no trailer, pega alguns elementos do livro e só. Portanto, acho que seria mais interessante ler o livro antes de assistir à série.

Trailer de Intelligence:





Avaliação (de 0 a 5): 5,0


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3 comentários:

  1. Hum...bem interessante...estou numa fase de ler livros mais de suspense e gostei do trailer da série....vou procurar na net.
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com.br/

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  2. Oie, td bom?
    Eu gostei da capa, me chamou a atenção quando vi nos lançamentos. E a sinopse também é intrigante. Me lembrou Lost, tem algo a ver? haha

    Beijos!
    Arrastando as Alpargatas

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  3. Mal vejo a hora do meu exemplar chegar! :D Ótima resenha, só não entendi porquê duas vezes a sinopse! :( Seguindo o blog :D

    GabryelFellipeealgo.blogspot.com
    El Costa - Confins Literarios

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