[Sessão Pipoca] A Culpa é das Estrelas - Resenha do Léo

Após assistir esse espetáculo, digo com toda a certeza que vale mesmo a pena. Ano passado tive umas frustações com por exemplo a adaptação de A menina que roubava livros e O lado bom da vida, então já fui ao cinema com um pé atrás. Mas talvez pelo fato de John Green ter acompanhado de perto as filmagens fez com que o filme se tornasse bastante fiel ao livro.

O filme também é bem divertido, você provavelmente irá chorar e rir ao mesmo tempo. Hazel Grace (interpretado pela talentosa Shailene Woodley) e Augustus Waters (interpretado por Ansel Elgort) formam um casal muito fofo e de dar nó na garganta. Hazel foi diagnosticada com câncer terminal mas milagrosamente, após três anos, ela ainda vive. E Gus com bastante tratamento conseguiu combater o câncer. Então eles são, literalmente, doentes de amor.

A escolha dos atores foi ótima. Apesar de preferir “outro Gus”, já que no livro ele tem cabelos negros – e alguns outros detalhes que eu não imaginei em Ansel –, mas fora detalhes físicos, a atuação dele juntamente com a de Shailene foi incrível! A atuação da mãe da Hazel foi exatamente como imaginei, Laura Dem que fez o papel da Sra. Lancaster está de parabéns. E não posso deixar de fora Nat Wolff que atuou como Isaac, foi como no livro, atuação bem fiel.


O mais legal foi que na adaptação conseguiram mostrar alguns pensamentos da Hazel, o que na minha opinião foi um fator crucial para ter conquistado a fidelidade com o livro. No livro Augustus, devido ao câncer, perdeu uma perna e no filme isso é mostrado com belos efeitos especiais. O que significa que eles realmente se preocuparam em mostrar algo com qualidade.

Mas houve pequenas mudanças –no filme que não chegam a incomodar –, um exemplo é Kaitlyn, se você espera encontrar ela no filme, desista. Eu sou muito suspeito em falar, porque eu li o livro antes de assistir ao filme e geralmente não percebemos quando falta alguma coisa a ser explicada, já que no nosso subconsciente sabemos as entrelinhas daquela cena.

Enquanto eu lia o livro me perguntava: “ Mas porque a culpa é das estrelas? ”. E o autor falou um pouco sobre isso:

Bem, na frase de Shakespeare, "estrelas" significam "destino". No texto original, o nobre romano Cássio diz a Bruto: "A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores." Ou seja, não há nada de errado com o destino; o problema somos nós. 

Bem, isso é válido quando estamos falando de Bruto e de Cássio. Mas não quando estamos falando de outras pessoas. Muitas delas sofrem desnecessariamente, não porque fizeram algo de errado nem porque são más ou sei lá o quê, mas porque dão azar. Na verdade, as estrelas têm muita culpa, sim, e eu quis escrever um livro sobre como vivemos num mundo que não é justo, e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Bruto.
- John Green




Em relação ao final do filme só tenho uma coisa a dizer: era tudo o que eu esperava. Levando em conta ser uma adaptação. Não podemos esperar que o filme tenha todas as linhas do livro. Então digo com toda certeza que foi uma boa obra. É realmente apaixonante.
Assista ao trailer e depois vá correndo para o cinema:




Classificação (0 a 5): 5


Photobucket


5 comentários:

  1. Pois é Leo, eu também gostei do filme. Mas como você senti falta de algumas coisas. Algumas porque para mim eram importante. Como a cena cortada em que John Green aparecia enquanto a menininha experimenta 'as cócegas' de Hazel. Acho linda e marcante essa cena.
    Assim como eu gostaria que eles tivessem jantado do lado de fora olhando para o rio.
    Só que uma cena que não curto tanto, mas que acho essencial sua presença é a justificativa do nome. Isso foi uma falha grave.

    Sobre os atores, acho que Shaylene foi uma Hazel magnífica e na medida. E tenho a dizer que eu curti o Gus do cinema. Digo que é o Gus do cinema, porque o papel foi bom, mas ele não se assemelha para mim ao Gus das páginas.
    Achei que faltou o balanço entre o rapaz seguro (e que tenta demonstrar isso) das primeiras páginas com aquele que também apresenta fragilidades e se surpreende (a própria Hazel destaca isso no livro). Sem falar que não o vi definhando e sofrendo com seu câncer. E é engraçado porque há a passagem em que Hazel fala que nem todos os dias foram bons, mas mesmo assim aquele não pareceu um dia realmente ruim na cena.

    Mas foi lindo.

    liliescreve.blogpsot.com

    ResponderExcluir
  2. Oi Léo!
    Então, ainda não assistir a adaptação para o cinema, então não posso dizer muito sobre isso. Mas com relação ao livro, eu não gostei tanto assim. É uma estória linda, engraçada e triste ao mesmo tempo, com personagens com personalidades incríveis, porém, não me conquistou, eu esperava mais...muito mais. Queria que meus olhinhos brilhassem quando terminei de ler, mas não aconteceu. Porém, eu acredito que eu irei gostar do filme, assim espero rs.

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Oi Leo, ainda não fui ver a adaptação para o cinema pois quis esperar a corrida por conta da estreia passar. Mas é muito bom saber que um livro tão bom e querido teve uma adaptação a altura.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  4. Seguinte: Não li o livro, pq na escola para onde eu olhava tinha uma menina com esse livro na mão, e depois me contaram spoilers que me fez desistir de vez de lê-lo. O filme estava nos cinemas aqui, mas como não era algo super esperado por mim, acabei perdendo o prazo e qndo fui ver, já tinha saído de cartaz. u_U

    ResponderExcluir
  5. Olá!

    Acabei de comprar o livro, só vou ter que esperar um pouco para que ele chegue em casa, mas como, por questão de tempo e importância da cena, sempre acabam cortando parte da história do livro na história do filme. Mas tenho que dar um jeito de ver o filme para poder fazer uma boa comparação.

    Um abraço!

    ResponderExcluir