Meu amigo Jesus Cristo - Lars Husum

Meu amigo Jesus Cristo
Original: Mit venskab med Jesus Kristus
Autor: Lars Husum
Editora Gutenberg
Ano 2013
288 páginas
Nikolaj tem apenas 13 anos quando perde os pais em um acidente de carro na Dinamarca, ficando aos cuidados de sua irmã, Sis, sete anos mais velha. Com o tempo, o pesado fardo de tomar conta do irmão problemático fica insuportável, mas ele, mesmo já adulto, não consegue suportar a ideia de perder a proteção da irmã. E vai a extremos para chamar sua atenção, colocando em perigo a própria vida e a de quem está à sua volta. Filhos da maior estrela de rock do país, amada por milhares de fãs, eles recebem uma grande herança, que os deixa ricos. Mas o dinheiro nunca compensará a enorme dor da perda. Um dia, abalado, chega em casa e encontra um desconhecido sentado no sofá. É um motociclista corpulento e barbudo, que parece imune às ameaças de Nikolaj. Diz se chamar Jesus Cristo e o aconselha a limpar seu passado e a ajudar algumas pessoas para que tenha uma vida melhor. Curiosamente, mesmo sem saber quem é aquele estranho, no auge do desespero o jovem acaba aceitando sua ajuda e suas orientações incomuns. E as consequências são surpreendentes…

Meu amigo Jesus Cristo é um livro com piadas e temas fortes. Algumas cenas me chocaram bastante, o linguajar vai ofender aos mais sensíveis, porém contrariando minhas expectativas eu gostei bastante da leitura.

Acompanhamos Nikolaj dos 13 aos 25 anos, ou melhor dos quinze, pois é quando nos fala sobre a perda dos pais aos treze e voltamos para dois anos depois.

Filho da estrela Grith Okholm de Tarm, Jutlândia, na Dinamarca; Nikolaj perde os pais num acidente de carro. Então Sis passa a cuidar dele da melhor maneira que uma jovem de vinte anos pode. O grande problema é que o garoto quer chamar atenção, só teve amor por parte da irmã e não quer dividir. Ao longo da trama ele faz milhares de loucuras para que Sis fique a seu lado, indiferente ao mal que está causando na irmã.

Com crises de ansiedade e uma raiva incontrolável ele faz bobagem atrás de bobagem e destrói a vida de muitos personagens. Quando suas atitudes impensadas causam uma grande perda, ele conhece Jesus Cristo.

Jesus surge grandalhão com pinta de motoqueiro, usando bermuda e sandálias de dedo. Nikolaj não acredita de primeira, acha que é alucinação, mas a forte dor que sente no pulso é prova de que tudo foi real.

Disposto a se tornar um homem melhor, Nikolaj inicia mudanças. Acompanhamos as mudanças que cercam o rapaz, mas ele tem muito a consertar.

Acompanhamos o amadurecimento dele e a inclusão de vários personagens tornam a trama cada vez mais envolvente. Cada um deles vai ajudar Nick e por sua vez ele fará a diferença na vida dos amigos.

A OTAN de Nikolaj é composta por Anita, uma ex-cabelereira um tanto tarada; Marianne, uma ex-Testemunha de Jeová; Bike e Torto dois amigos de Tarm que largam o emprego de metalúrgicos para apoiar Nick em seu plano de melhorias; Karen, uma senhora casada de humor formidável e temperamento firme e Jeepe com que Nick se meteu em confusão na adolescência.

O livro fala de perda, de superação, mas você precisa ter muita paciência com a inconsequência de Nikolaj.

A capa está linda e o livro é dividido em quatro partes. Adorei o fato de vir um índice que ajuda demais quando esquecemos de usar um marcador. Os erros foram poucos e não atrapalham em nada a leitura.

Capa original:

 Nota (0-5): 3




http://www.leituranossa.com.br/2014/07/post-premiado-de-julho.html

3 comentários:

  1. Nossa, que livro diferente! Já pensou um Jesus motoqueiro? O.o Não sei se meu lado impaciente teria muito jeito com o moleque, mas eu adoraria ver a transformação que ele vive. Bem interessante! Dica anotada!

    ^__^

    Suelen Mattos
    _____________
    ROMANTIC GIRL

    ResponderExcluir
  2. Oi Dani!
    Uau!! Nunca vi nada parecido. Que tema legal... ou melhor, diferente!! Jesus aparece como um motoqueiro?hahahahahah gostei demais!! Indo para a listinha já!
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Olá!

    Um livro diferente que fala de Jesus e de religiões sem medo. Penso que pela linguagem usada no livro, ele possa ter sido alvo de alguma polêmica, como sempre ocorre em obras que discutem religião.

    Um abraço!

    ResponderExcluir