No Escuro - Elizabeth Haynes


Nome do livro: No Escuro
Nome Original: Into the Darkest Corner
Lançamento: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 336

Sinopse: Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo... Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele. Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, Catherine tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela. Sentindo-se no escuro, ela planeja meticulosamente como escapar dele. Quatro anos mais tarde, Lee está na prisão e Catherine, agora Cathy, tenta reconstruir a vida em outra cidade. Apesar de seu corpo estar curado, ela tornou-se uma pessoa bastante diferente. Obsessivo-compulsiva, vive com medo e insegura. Seu novo vizinho, Stuart Richardson, a incentiva a enfrentar seus temores. Com sua ajuda, Cathy começar a acreditar que ainda exista a chance de uma vida normal. Até que um telefonema inesperado muda tudo. Ousado e poderoso, convincente ao extremo em seu retrato da obsessão, No escuro é um thriller arrebatador.

Não é à toa que considero esse livro um dos melhores da minha estante. Elizabeth Haynes se saiu muito bem levando em consideração que esse é seu primeiro romance e sendo que o livro aborda um tema tão polêmico. No escuro foi originalmente escrito em 2008 e eleito pela Amazon UK o melhor livro de 2011.

O livro conta a história de Catherine em dois períodos diferentes da sua vida:

Em 2003, Catherine Bailey é a nossa protagonista que tem uma vida bem agitada. Seus pais morreram na época em que fazia faculdade. Então, no auge da sua vida de solteira e sem ninguém para impedi-la, Catherine vai aos melhores pubs, frequentas as melhores festas e adora beber, dançar e outras coisas a mais.

Em uma dessas festas ela conhece Lee Brightman, que trabalhava como segurança naquele dia. Lee é um rapaz misterioso, que esbanja charme por onde anda. Catherine se vê completamente atraída por aquele homem carismático, de ombros largos e olhos azuis. Logo, eles começam a sair juntos e todas as amigas de Cathy o aprovam, até dizem que finalmente ela encontrou “o cara certo”. Assim, ela parte para cima e começa a se relacionar intensamente com ele.

Depois de um tempo, Catherine percebe que está em uma enrascada. Lee revela ser uma pessoa controladora, possessiva e faz com que Cathy se sinta amedrontada. Só então ela decide contar as suas amigas o que está acontecendo, porém elas dizem que Catherine está ficando doida e que Lee é uma ótima pessoa.

“Você tem ideia de como isso é injusto? Eu daria tudo para ter um homem como Lee. Daria qualquer coisa, qualquer coisa no mundo, para ter alguém tão dedicado a mim quanto ele é a você.” (Página 175)

Em 2007, Catherine sofre de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e sua vida se resume em ficar em casa revistando as portas e janelas várias vezes seguidas durante horas. Ela está traumatizada, constantemente assustada. O simples fato de ir ao mercado faz com que ela perca a noite revistando seu apartamento inúmeras vezes, mesmo que já tenha feito isso há um minuto atrás.

A vida de festas, badalações e bebidas, acabaram. Cathy não quer se relacionar com mais ninguém, já que tem vergonha e medo das pessoas. Vergonha do seu corpo que é coberto por várias cicatrizes nos braços e pernas, e medo que alguém, ou até mesmo ele, machuque ela novamente.

“Eu havia verificado o apartamento tantas vezes nas últimas vinte e quatro horas que estava cansada demais para continuar. O alívio que isso costumava me dar não veio.” (Página 152)

Catherine não tem ninguém com quem possa contar, não tem amigas, família e muito menos um namorado. Mas isso não dura muito tempo, logo nossa protagonista conhece o seu novo vizinho, Stuart, que mora no andar de cima e aos poucos Catherine vai confiando mais nele e acaba deixando um pouco de lado sua compulsão. Entretanto, um telefonema faz com que todo o medo que ela vinha carregando triplicasse.

Esse é o tipo de livro que merece ter adaptação cinematográfica, indico ele para quem gosta de thriller psicológico. Durante toda a leitura me perguntava se Lee tinha realmente feito algo a Catherine ou se ela estava ficando louca. Me perguntava também o que tinham feito a ela para estar tão traumatizada e quais eram as origens daquelas cicatrizes. No escuro consegue nos mostrar que relacionamentos também podem ser destrutivos.

- Lista de compulsões da Catherine:





 Classificação (0 a 5): 5 

Photobucket
http://www.leituranossa.com.br/2014/08/post-premiado-de-agosto.html

8 comentários:

Deixe seu comentário