[Livros X Filmes] O doador de memórias



O Livro: Se imagine em um mundo sem lembranças. Sem cores, sem música, onde regras como: não mentir, dizer com palavras claras o que sente e respeitar o toque de recolher fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Esse é o mundo onde acontece a história de O Doador de Memórias. 
Mesmo sendo mais uma distopia, é uma história incomum. Se você espera momentos tensos e de ação como estamos acostumados em Divergente e Jogos Vorazes, esse livro não é para você. A autora me pareceu mais concentrada em nos mostrar os conceitos desse novo mundo tão diferente do que vivemos hoje. 
As crianças até doze anos formam grupos de acordo com a sua idade e conforme vão ficando mais velhas e subindo de grupo vão ganhando mais responsabilidades e participando cada vez mais da comunidade. Os do grupo Nove, por exemplo, ganham uma bicicleta e a permissão para se movimentar pela comunidade sem a unidade familiar protetora. 
Aos 12 anos, a idade para de ser importante, as pessoas estão prontas para assumir o seu papel na sociedade, a chamada Atribuição (Criadores, Operários, Mães-biológicas, Curadores, entre outras), que é escolhida pelos Anciões, que os observam desde pequenos para tomar a decisão correta.
Diferente dos seus amigos Fiona e Asher, Jonas está apreensivo em relação a sua Atribuição. Ele não tem certeza de que se encaixará em uma Atribuição, pois nas horas de trabalho voluntário não se interessou por uma função específica, apenas dividia o seu tempo entre todas. 
Jonas mora com seu pai, sua mãe, sua irmã mais nova, Lily,e uma criança-nova chamada Gabe, que seu pai trouxe para a casa para tentar fazer com que se adaptasse e não precisasse ser dispensado da comunidade.  Na hora que todos precisam sentar e compartilhar os seus sentimentos, Jonas decide conversar com seus pais a respeito da Cerimônia de Doze, que está chegando. Seus pais o tranqüilizam e dizem que os Anciões nunca erram em suas escolhas. Porém, quando o dia chega, Jonas é o último a ser chamado pela Anciã-Chefe, que designa as Atribuições de acordo com o número de nascença. Ela diz para todos, que Jonas não foi indicado para uma atribuição, e sim escolhido. Para que? Para ser o novo Recebedor de Memórias. 
Ele então recebe uma pasta contendo as novas regras que ele precisará seguir e no dia seguinte, quando começa a fase de experiência das Atribuições, ele conhece o Doador de Memórias, e a partir desses encontros é que sua vida começa a mudar. Ele descobre coisas que nunca imaginou sobre a comunidade e sobre as memórias do passado. Intrigado com as coisas novas que aprende, Jonas passa a enxergar uma verdade diferente das outras pessoas. 

O filme: Dirigido por Phillip Noyce, O Doador de Memórias foi um filme que surpreendeu do começo ao fim. Com algumas mudanças, por exemplo, o fato de Jonas ter 16 anos, e não 12, como no livro e a dose extra de ação, faz com que mais adolescentes acostumados com as distopias da moda como Divergente e Jogos Vorazes se identifiquem e apreciem mais a história. 
No filme também há outras mudanças, como Asher ser designado para a atribuição de piloto e no livro estar em treinamento para ser Diretor Assistente de Recreação, por ser engraçado e não saber pronunciar as palavras corretamente. Isso rendeu umas cenas mais interessantes ao filme, e Asher ganhou um papel mais importante.
O fato de Jonas querer mostrar para os seus amigos partes do seu treinamento também é mais acentuado no filme, criando mais cumplicidade entre eles. 
A Anciã-Chefe também faz mais aparições no filme do que livro, o que eu adorei, pois a Meryl Streep é uma das minhas atrizes favoritas e soube interpretar muito bem o papel, do jeitinho que eu imaginei na minha cabeça quando estava lendo.  
Uma parte do filme em que mostra as memórias passadas a Jonas me deixou realmente emocionada, algo que não senti muitas vezes com o livro. 
O romance também está mais presente no filme, o que trouxe ainda mais emoção. 

O Elenco
O elenco conta com a participação de:
Jeff Bridges como O Doador
Meryl Streep como Chefe Elder
Brenton Thwaites como Jonas
Alexander Skarsgård como pai de Jonas
Odeya Rush como Fiona
Katie Holmes como mãe de Jonas
Taylor Swift como Rosemary
Cameron Monaghan como Asher
Emma Tremblay como Lily 

Gostei muito do elenco e principalmente da atuação da Meryl Streep que como sempre, foi impecável. Ter a atriz que mais concorreu ao Oscar interpretando uma vilã, com certeza foi um ponto positivo para o filme. Ela consegue entrar no personagem de tal maneira que faz com que entremos na história. 
O (lindo e maravilhoso) bom ator Alexander Skarsgârd foi uma surpresa para mim. Acostumada em vê-lo na série True Blood, interpretando o vampiro sedutor Eric Northman, foi legal assistir sua atuação em um filme de gênero diferente.  
Famoso por seu papel em Homem de Ferro e Tron: O Legado, Jeff Bridges, ganhador de muitos prêmios, é novo para o papel de Doador, mas o fez de uma forma magnífica. Deu ao personagem um ar de misterioso que eu, particularmente adorei. 
Brenton Thwaites me fez amar ainda mais o Jonas, por ser cativante e fofo. Ele também é conhecido por interpretar Luke Gallagher no Fox8, uma série adolescente. 
Taylos Swift foi uma surpresa para mim. Ganhou um papel muito importante e o fez de forma muito competente, mas gostaria de ter visto mais aparições da atriz.  

Conclusão: Afirmo, com base em minhas observações e sentimentos, que esse é um dos poucos casos em que o filme me ganhou mais do que o livro. O livro não é ruim, porém, não posso deixar de falar que demorei para me envolver com a história. Mesmo o livro contendo poucas páginas, a leitura foi devagar e se arrastou no começo. Porém, a partir do capítulo 15, me envolvi na leitura e no mundo criado pela autora. O Jonas é meu personagem favorito do livro, e gostei mais ainda dele nas telinhas. Ele é corajoso, inteligente e questionador. 
Mesmo não morrendo de amores pelo livro, vi potencial nessa série e pretendo continuar a leitura e, é claro, assistir aos próximos filmes. 
Recomendo para você que gosta de distopias e que está interessado em ler algo diferente do que estamos acostumados hoje em dia. 



Sobre a Aline
Aos 20 anos, a Aline é sonhadora, engraçada e tagarela. Tem um jeito todo próprio de enxergar o mundo e as pessoas que conhece. Mora em Santo André – SP com sua mãe, seu padrasto e duas irmãs e está cursando o segundo semestre de Odontologia. Gosta de café, de dias chuvosos e de ler (muito, é claro – e em qualquer lugar). O dia perfeito, para ela, é quando consegue juntar essas três coisas (cobertores e uma cama quentinha também são bem vindos).  Nos finais de semana gosta de sair para dançar e bater papo com os amigos. Também é viciada em séries e em comidas gostosas (chocolate não pode faltar). Acredita sinceramente que o mundo se transforma em um lugar melhor toda vez que alguém decide ler um livro. Começou a ler desde bem pequena e, como toda apaixonada por livros, passava horas perdida nas histórias que lia. Hoje, procura ler sempre um pouco de tudo, e gosta desde as histórias macabras e assustadoras do Stephen King, até os chick-lits divertidos da Marian Keyes. Seu livro preferido é Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, e deseja, secretamente, algum dia encontrar um Mr. Darcy perdido por aí.

11 comentários:

  1. Oi Aline...

    Ainda falta eu assistir o filme, pelo que você disse ele é mesmo muito melhor que o livro, acho que fui com grandes expectativas ao longo da leitura e depois me decepcionei... esperava mais...
    Ah, fiquei empolgada pra assistir agora que sei que o Alexander Skarsgård faz parte do filme... amo ele!!!

    beijos,

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  2. Oi Dé,
    É melhor mesmo! Você vai gostar!
    Eu também adoro o Alexander!
    Beijos,
    Aline.

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  3. Aline,
    Não precisou de muito e já estou louca pra assistir o filme hehe
    E não sabia que o Alexander Skarsgård fazia parte do elenco... Muito curiosa pra vê-lo num papel diferente do Eric de True Blood.
    Mas muito engraçado o fato do livro ser melhor que o filme, isso me deixou ainda mais curiosa pra assistir!
    Parabéns pela resenha!
    Bjs!

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  4. Isso às vezes acontece. O que eu acho ótimo. Porque embora o livro permita mais detalhes e uma história com mais aprofundamento, como o filme vem depois, geralmente é uma ótima oportunidade de alguém melhorar aquilo que não está tão bom (eu confesso que achei fantástica a mudança de Divergente. O filme tornou o fim da primeira parte da história mais dinâmica e mais conflituosa, e inteligente).

    Voltando aqui, teus comentários foram os primeiros que deram uma instigada em mim. Não me interessei por nenhum dos dois, porque a sinopse não me ganhava.

    liliescreve.blogspot.com

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  5. Oi Mika, espero que você assista e goste muito do filme, assim como eu! haha
    Sim, o Alexander está no filme. Ele não aparece taaanto, mas é legal ver ele sem ser em True Blood.
    Obrigada!
    Beijos,
    Aline.

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  6. Oi Lise,
    Não gostei tanto assim da adaptação de Divergente, mas no caso de O Doador de Memórias achei mesmo que as cenas acrescentadas foram ótimas. Espero que você assista!
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos,
    Aline.

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  7. Oi Aline, tudo bem?
    Ainda não li o doador. Porém, minha chefinha já falou várias vezes dele. E ainda fez um comparativo com o filme... dizendo que o livro era bem melhor. Não sei, acho que vou gostar mais do livro também. Mas estou doida para assistir o filme. Só que, eu tenho uma regrinha ( idiota e desnecessária ás vezes) que eu só assisto filmes de livros, depois de ler o livro. Ou seja, só depois que eu conseguir um exemplar de Um doador, para eu assistir a adaptação. Tomara que as minhas unhas sobreviva até lá. hahahaha

    Beijos, Vic.
    Blog Minha Velha Estante

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    1. Oi Vic, hahahaha eu também prefiro ler o livro antes, mas confesso que às vezes eu fico tão curiosa com a história que não consigo esperar hahaha
      Muita gente curtiu mais o livro mesmo, depois que você ler e assistir me conta o que achou!
      Beijos,
      Aline.

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  8. Oi Aline,
    Assisti ao filme e amei. Porém confesso que com o início da narrativa eu me peguei pensando: não leria esse livro pq estava achando arrastado. hahaha
    O filme é fascinante, não tem como evitar se encantar com Jonas e sua curiosidade e seu discernimento. Foi adorável.
    Agora me pego imaginando o que está por vir. =)

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    1. Oi Dani, o Jonas é o tipo de personagem que simplesmente não tem como não amar hahaha Também estou curiosa para o próximo!
      Beijos

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  9. Olá Aline!
    Acho que o fato de Jonas ter 16 anos deu uma imagem diferente do livro, já que no livro ele tem apenas 12 anos e transmite uma inocência maior do que um garoto de 16. Inclusive na hora de tomar atitudes, que relevamos algumas coisa pela pouca idade do menino. Entretanto, deve ser um bom filme-livro!! rsrs
    Beijos,
    Leo.

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