Peregrino – Marcos Monjardim

Nome do livro: Peregrino
Editora: Anthology
Autor: Marcos Monjardim
Lançamento: 2011
Páginas: 444

Sinopse: Um sonho premonitório com casas suspensas em árvores; dois jovens de uma terra gelada se envolvem em uma contenda para decidir as ações de defesa de seu clã. Traição, intriga, amizade, romance, ódio e morte se alastrariam além das terras da Huega. Narnys, brantianos e baharans: vários povos envolvidos, e o peregrino como testemunha. O destino do clã mudaria a vida de todos arrastados nessa rivalidade e as consequências de seus atos poderiam mudar todo o mundo conhecido.


Considero Peregrino como um dos melhores livros de batalhas épicas que já li, e o que me levou a essa conclusão foi a descrição dos combates e dos personagens. Marcos Monjardim se mostrou um ótimo escritor em Peregrino e trouxe um enredo bem criativo e atrativo.

Thiers e Enoque são guerreiros do clã Baharan, nativos da Huega – uma aldeia. Em aldeias como essa e outras haviam sempre alguém para gerenciar as terras, criar regras e designar os afazeres das pessoas, e esse alguém era sempre o chefe do clã. 

Thiers é daqueles que sempre prefere usar primeiramente o cérebro para depois a força física. Ele não foge de combates, é um ótimo guerreiro, mas a inteligência e a estratégia das batalhas têm de estar em primeiro lugar.

Enoque é provavelmente o próximo a ocupar o cargo de chefe do clã e consecutivamente o que iria governar Huega. Considerado um guerreiro implacável, feroz e que não dá o braço a torcer, Enoque encara qualquer briga e garante que a solução dos problemas está em uma bela batalha.

O clã Baharan tinha a aldeia que possuía comida e água durante os piores tempos de inverno, pois estava em uma região considerada bastante propicia a isso já que havia um enorme lago para satisfazer seus habitantes. Porém este clã juntamente com a aldeia está correndo risco de uma invasão eminente.

No conselho que irá decidir os próximos passos, Thiers “desafia” Enoque. As ideias de Enoque são diferentes das de Thiers que opta pela defesa. O conselho aprova as ideias de Thiers e Enoque não encara mais Thiers como um aliado e acaba se virando contra o seu povo.

Enoque é exilado da aldeia e Thiers sai por vontade própria pois quer seguir os seus sonhos. E seus sonhos o levam para um lugar bem distante de casa. Entretanto, no caminho, Thiers encontra Jonas – um jovem brantiano que estava à procura de guerreiros para defender sua aldeia, Brant, dos guerreiros de Vizu.

“Eram exatamente como em seu sonho. Seu coração acelerou. Era aqui que devia vir. Pelo menos, era essa a certeza que sentia no momento.” (Página 125)

Então Thiers tem a oportunidade de salvar aldeias que sofriam nas mãos dos vilões e ainda tentar realizar seu sonho. Porém ele ainda tem assuntos pendentes a tratar com seu mais novo “dark rival”, o Enoque, que ainda tem sede de vingança.

Fiquei apaixonado pela trama, que é sangrenta, violenta e para aliviar um pouco, há uma dose de romance. O que pelo menos para mim foi incrível! Um erro que ficou evidente no livro foi a falta de revisão, que geralmente é responsabilidade da editora, encontrei erros que se repetiam por toda parte, porém nada que atrapalhasse a leitura e deixasse o enredo menos “quente”.


Classificação (0 a 5): 5
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1 comentários:

  1. Que bom Léo... ainda bem que você gostou... conheci o autor do livro em uma bienal e ele é muito gente boa...
    Acho que vale a pena colocar sua resenha também no skoob, afinal quanto mais gente souber o quanto o livro é bom, mais espaço terão nossos autores brasileiros...

    beijos,

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