O homem de Montana - Barbara Delinsky

Lily Danziger só queria se sentir segura...Ao descobrir que todo o dinheiro do mundo não podia comprar felicidade, ela havia abandonado um casamento falido e uma vida de aparências. Em fuga, com uma filha recém-nascida e sem ninguém com quem contar, ela seguia em sua busca por um novo lar... Até uma tempestade de neve pôr sua única chance de sobrevivência nas mãos de um estranho. 



Ele era o típico caubói, com chapéu Stetson, voz grave e modos rudes. Um homem com o coração ferido, que jamais acreditara no amor. A razão lhe dizia que, ao pegar carona com Lily, se deparara com mais do que uma mulher e uma criança indefesas. Ele havia encontrado duas pessoas que precisavam de sua proteção... e talvez sua verdadeira razão de viver.


O homem de Montana
Autora: Barbara Delinsky
Título original: Montana Man
Harlequin Books (2008)
308 páginas


Barbara Delinsky estava entre as autoras que sempre despertaram minha curiosidade, e com este livro posso dizer: ela faz por merecer os elogios.

Para quem gosta de caubóis e mocinhas frágeis, porém nada arredias, este é o livro certo.

Lily está fugindo e sua pressa é tanta que não checa as condições climáticas. Quando a tempestade de neve está bem avançada, o medo tomando conta dela, eis que avista um homem à beira da estrada.

Quist estava muito mau humorado, pela tempestade, por ter dormido ao volante e detonado o carro alugado, para piorar a situação quem surge para lhe salvar? Uma mulher... e uma mulher que estava mais perdida que cego em tiroteio.

Lily acaba saindo da estrada principal e os mete numa estrada secundária isolada, para piorar acaba a gasolina.

Adorei os personagens, o Quist é muito rabugento, mas no fundo e aos poucos, bem e porque não dizer que junto com a Lily, vamos descobrindo que há um coração amoroso batendo naquele caubói?

A reação de Quist ao ouvir o choro do bebê é incrível, ri demais.

As discussões entre eles são hilárias.
"- Achei que você diria que estava indo para Quebec para fazer algo inocente, como visitar sua mãe - disse ela, tomando fôlego - Até onde entendo, isso seria melhor do que pensar que você estava tentando atravessar a fronteira com o Canadá para fugir da polícia, do FBI, do departamento de Narcóticos ou algo do gênero. 
-Eu não estou fugindo da polícia. - ele disse isso com tanta indiferença que Lily acreditou." 


A pequena Nicki (Nicole) tem apenas cinco semanas, e imaginar essa coisinha minúscula em plena tempestade de neve nos deixa tão aborrecidos quanto à Quist.

Eles passam três dias presos por conta da neve e com a convivência forçada além da óbvia atração entre o casal, surgem sentimentos desconhecidos para Quist que se pega sentindo um vazio que recusasse a entender, bem como um enorme afeto pela neném.

Aos poucos eles revelam o que fez cada um sair naquele tempo terrível e torcemos para que o caubói tão avesso a mulheres dê uma chance ao que está sentindo e negando.

A história de vida de Quist nos deixa comovidos, porém acredito que ajudou bastante a moldar o caráter dele. 

Lily por sua vez cansou de ser a esposa que era mais a outra.

Mas conhecendo bem o ressentimento de Quist contra as mulheres, ela se pergunta se haverá um nós quando enfim estiverem livres da tempestade de neve.

Será que ele vai levá-la para Montana?

Me peguei devorando as páginas ansiosa para saber se o Quist conseguia resolver o que lhe colocou tão longe de casa e como se daria o relacionamento deles.

Barbara Delinsky me encantou com sua escrita e espero ler outros títulos dela.

A edição infelizmente tem erros de revisão, um trecho inclusive repete algumas frases e me deixou um tanto confusa, antes da ficha cair, contudo não é nada que tire o sentido do texto por completo, podem ler que vão gostar.


Nota(0-5): 3,5

2 comentários:

  1. Oi, Dani!

    Esse homens rabugentos, mas que no fundo são 'puro amor', conquistam a gente, né!
    Acredito que o romance seja muito gostosinho, daqueles de fazer a gente ir noite adentro!

    Um beijo!!

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  2. Oi Miriam,
    Sim, esse resmungão é um amor por dentro. Basta termos paciência durante a leitura. kkk
    Foi uma história que me cativou.
    Obrigada. =)

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