[Sessão Pipoca] Cinderela

A história segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja feliz.










Sendo bem objetiva, pra curtir esse filme, vai depender do que você gosta ou odeia nas princesas da Disney. Se você ama aquele romantismo puro e ingênuo, o lance de falar com ratinhos e cantar, bem, você vai adorar. O filme é uma adaptação perfeita da animação original.

Mas se você prefere princesas mais realistas, com mais atitude e bom senso, esse filme é uma teste de paciência.

Dirigido por Kenneth Branagh, que é especialista em fazer filmes shakesperianos, o filme é todo lindo de se ver. A fotografia, os figurinos, as locações... Tudo para encher os olhos e mostrar o que é um verdadeiro conto de fadas. Alguns bons nomes marcam presença no elenco como Cate Blanchett, como a Madrasta, e Helena Bonham Carter, como a Fada Madrinha. 

Mas aí temos a Cinderela, que é a cópia exata da sua versão em desenho. Sério, ela nem parece humana. Falando com os animais, cantarolando pela casa e aceitando pacientemente as tarefas que vão rebaixando-a cada vez mais como a única criada da casa, Cinderela é uma daquelas mocinhas românticas que depositam seu futuro no príncipe encantado.

Muito abaixo do maravilhoso Para Sempre Cinderela, com a Drew Barrymore, esse filme parece ter voltado aos anos 50 e fica meio deslocado numa época de princesas guerreiras em Once Upon a Time, Branca de Neve e o Caçador e a Alice de Tim Burton. Claro que para ser uma personagem memorável não é preciso liderar uma batalha, mas se ao menos víssemos algo mais nas emoções da Ella...Não tem. Eu até acho que Lily James fez um bom trabalho, porque tudo o que a personagem faz é se conformar e chorar. Em uma determinada cena importantíssima para o futuro dela, ela simplesmente se senta na janela e começa a cantar, esquecendo-se de lutar pela sua felicidade ao menos uma vez.

Já Cate Blanchett rouba toda a cena, mesmo como a vilã pouco complexa que todo mundo já conhece. Mas ainda assim, ela consegue colocar um pouco mais de emoção naquele mundo de personagens perfeitos. Já o príncipe, o lindo Richard Madden, também tem pouco a acrescentar, até porque o personagem parece aquele príncipe de Encantada. A personagem que eu mais gostei foi a Fada Madrinha, que sai daquela candura da animação e se mostra mais atrapalhada, o que gera algumas risadas.

No geral, Cinderela é um filme fofo, que agradou muita gente, vale a pena a ver pela riquíssima parte visual e se você é fã da animação da Disney. Agora, se você esperava ver uma personalidade diferente na personagem já conhecida do público, é melhor ver Para Sempre Cinderela.





Avaliação (de 0 a 5): 2,5









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