Supernova: O Encantador de Flechas - Renan Carvalho (@RenanOCarvalho - @NovoConceito)


Sinopse: Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos — nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos. Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia.

Nome: Supernova – O Encantador de Flechas
Autor: Renan Carvalho
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 440







Em O Encantador de Flechas, embarcamos em uma viagem para Acigam onde existem muitos segredos, tanto pela parte do governo quanto pela parte da população, que envolvem magia, assassinatos, ambições e busca pelo poder.

Acigam é um país que, por decisão misteriosa do governo, é rodeada de muros. Ninguém entra e ninguém sai de Acigam. Por isso, o país com o tempo passou a se tornar menos desenvolvido em relação ao mundo fora das muralhas.

Nesse enredo, estão os controladores de energia, que formam a Guilda, e defendem os direitos da população. Porém no país essa prática é totalmente proibida e há alguns habitantes que nem sabem que os controladores existem. O governo criou um exército exemplar para acabar com os praticantes da magia, e para se tornar implacável, também criou os silenciadores que possuem armas poderosas e foram incrivelmente treinados. Podem matar um controlador em segundos.

Então somos apresentados a Leran, um jovem de dezessete anos que já está concluindo os estudos e tem grande habilidade com arco e flecha. No tempo livre, Le - como é conhecido - vai ao porão da loja do avô que fica no centro de Acigam para aprender com ele como controlar as energias, vulgarmente falando, controlar "magia".

“Meus olhos se arregalam ao vê-lo sacar a adaga. Sinto minha respiração aumentar involuntariamente, os batimentos disparam e vem um arrepio em toda a espinha. Será esse o sentimento que precede a morte?” – Página 41

Le mora com a mãe e com a irmã, um pouco mais nova que ele, a Luana. A mãe dele é totalmente contra que Leran pratique magia, já que seu pai foi morto pelo governo por se envolver com essa prática.

Com o passar das páginas Leran conhece Judra, e acaba se envolvendo amorosamente com ela. Só que a guerra entre a Guilda e o Governo começa a ficar exposta e o amor deles vai ficando mais difícil de se sustentar, já que o meio repleto de magia que Leran vive é completamente diferente do de Judra.

O livro é dividido em duas narrativas, a do Leran e da Judra. O que para mim deu um gás a mais no livro, já que mostrou duas visões sobre Acigam e seus segredos.

A história é inovadora, digna de uma adaptação cinematográfica. Pena que livros da literatura brasileira não ganham muito destaque nesse ramo. A trama ganha uma trajetória inacreditável e vai aparecendo diversas reviravoltas impressionantes!

O enredo não é nem um pouco clichê, porém achei que algumas falas e ações apresentaram um pouco. O que é normal, mas aconteceu com frequência no começo do livro. A escrita do Renan se saiu bem fluida comigo, não tem muitas complexidades e por isso recomendo a leitura para todas as idades.

O livro é cheio de ilustrações das cenas, o que nos da uma percepção maior do que está acontecendo. Apoio para que façam mais livros assim.



Classificação: 5






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2 comentários:

  1. Oii, essa capa é linda, mas tenho cá minhas precauções com livro nacional, porém é maravilhoso quando a novidade realmente faz valer a leitura, que mais autores com potencial ganhem espaço e surpreendam.
    Adorei a resenha, o POV entre dois personagens fica melgor ainda qd são de "classes" distintas.

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    1. Pura verdade Dani, eu me surpreendi com esse autor, apesar de ter aquele preconceito antes da leitura (que assumo) com escritores nacionais que não conheço, reconheço que autores tipo o Renan merecem destaque internacional. Realmente um bom livro.

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