Passarinho - Crystal Chan @intrinseca


O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu. 






Um livro doce e profundo. É assim que eu descrevo Passarinho, escrito dela Crystal Chan. Usando uma linguagem direta, aquela sem rodeios, Crystal explora ao máximo a formação dos personagens e do ambiente sem criar muita descrição tediosa e sem faltar detalhes importantes. Recheado de diálogos, Passarinho é um livro bem construído e com um enredo fantástico.

A família de Joia tem um laço incomum de afeto. Joia está completando doze anos e há exatamente doze anos atrás, no dia em que Joia nasceu, seu irmão morreu. John. Conhecido como Passarinho, apelidado pelo avô por achar que ele se parecia com um pássaro pois só vivia nas árvores e sempre fazia menção de voar.

John se jogou de um penhasco no exato momento em que a mãe da Joia estava lhe dando a vida. E a partir daí o seu avô parou de falar, sua mãe se tornou uma pessoa mais fria, menos afetuosa e seu pai se tornou mais obcecado em proteger a cada dos duppies.

“Meus pais sempre disseram que meu nome é Joia porque sou preciosa, mas às vezes acho que é porque começa com J, assim como John, e porque eles sentem saudade dele e não queriam me dar um nome comum. John tinha um nome comum, e agora está morto.”

Os duppies são basicamente “espíritos do mal” e existe mil e uma maneira de afasta-los. O pai da Joia busca usar todas elas. Nesse ciclo familiar Joia se senti deslocada, excluída e fica claro que a morte de seu irmão deixou um vazio na família que nunca será preenchido. Mas Joia faz de tudo para agradar a família e tirar alguns sorrisos da mãe.

Joia vai sempre ao penhasco desde os oito anos, escondido de seus pais e fica horas lá. Até que um dia, a pacata vida da garota decide dar uma revirada quando encontra um garoto em uma árvore, decidem manter uma amizade secreta primeiramente, e viram verdadeiros amigos. O nome dele? É John.


Classificação: 5







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1 comentários:

  1. Leo, essa capa é linda e ficou melhor na foto do insta, parece que tem mesmo um pedaço de céu nela. =)
    Gostei da resenha, é um livro que aparenta uma carga pesada, mas que conseguiu atrair minha atenção com o mistérios sobre o menino.
    Quem sabe eu consigo incluir na enorme fila de leitura. ;)

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