Crítica - A Viagem (Cloud Atlas)


A Viagem, e que viagem! O filme baseado no best seller de David Mitchell te faz raciocinar do início ao fim. A ambição dos diretores no filme passa a ser muito clara quando expõem o telespectador a 6 histórias de diferentes épocas com uma interligação muito forte, usando dos mesmos atores em todas as tramas (até interpretando personagens de diferentes sexos). Quando você acha que o filme não já puxou demais dos seus neurônios, ele te traz cenas de forte moralidade e demonstra o possível rumo que o mundo está propenso a ter. Com vários flashes, o filme não foge do limite dos espectadores atuais. E não dá tudo de mão beijada, deixando você fazer a ligação do modo que você bem entender. 

O trabalho de cada ator é impressionante, mas não podemos deixar de parabenizar a maquiagem e figurino que se destacam no filme (Dignos de pelo menos uma indicação ao Oscar). Acredite alguns atores em determinadas tramas ficam irreconhecíveis se não fosse pelos créditos, juro que ficaria sem saber quem é quem ao termino do filme.


Mas vale lembrar que o filme algumas vezes passa a ser um pouco cansativo (172 minutos de duração), ele poderia ter bem menos duração. Para quem não gosta de filmes de longa duração pode abandoná-lo no meio. A primeira hora acaba definindo se você quer continuar assistindo ou não.

A Viagem fez os Irmão Wachowski(Matrix) amadurecerem de forma surpreendente, dando a eles a sua mais difícil e uma das mais belas produções já feita. Quanto a atuação, Wishaw se destaca interpretando o personagem mais inconsistente do filme e que compõe a sinfonia que dá o nome original do filme.

A Viagem, um filme complexo acima da média que te surpreende de uma forma incrível, atraente. Mesmo que algumas pessoas não consigam se envolver com a trama, é difícil não se identificar com algo que se passa no filme.


Avaliação (de 0 a 5): 4,0





13 comentários:

Deixe seu comentário