A Garota no Trem - Paula Hawkins

Autora: Paula Hawkins
Editora:Record
Original: The Girl on the Train
378 páginas
Sinopse:
A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”. 
O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos. 


Quando eu estava lendo esse livro, uma palavra me veio à cabeça: sororidade. Em termos gerais e sem muito aprofundamento, a sororidade representa o companheirismo e a união entre mulheres mesmo com uma sociedade que as incentive a sempre competir umas com as outras.

Tá, mas por que isso é importante para entender esse livro? Porque as personagens femininas são o grande destaque da história, apesar de não parecer no começo. E, acredite, isso vai fazer o maior sentido quando você chegar ao final.

Mas indo para o enredo: Rachel é desempregada, alcoólatra, divorciada e finge que vai trabalhar pegando o trem todos os dias para que a colega de apartamento não fique preocupada. Ela vive ligando para o ex, Tom, atormentando a sua vida e a de Anna, sua atual esposa. E ela sempre observa um casal que mora perto do trilho. Eles são jovens, lindos, despreocupados e se amam, tudo o que ela já foi um dia com Tom. Mas, um dia, a moça - Megan - desaparece.

E para piorar, Rachel tem uma amnésia alcoólica no dia do desaparecimento e acorda cheia de machucados. E recorda de ter estado perto da casa de Megan. Será que aquilo teria ligação com o sumiço da moça?

O interessante é que não temos como saber de muita coisa, porque Rachel não é uma narradora confiável, já que o álcool turva a sua mente. Como saber o que se passou naquela noite? E aos poucos, intercalando pontos de vista, a autora vai remontando a história para entendermos que a vida de Megan não era tão perfeita assim.

O livro demora a pegar o ritmo, mas quando começa, você lê tudo de uma vez só. A história fica muito interessante com as reviravoltas no final e tem horas que tudo o que você quer é sacudir a Rachel para que ela não caia em recaídas e não perca a linha de raciocínio do mistério.E também ódio de todo mundo que não acredita nela.

Como eu falei no começo, todas as personagens mais recorrentes (Rachel, Anna e Megan) parecem diferentes, mas quanto mais a história fica intrincada é que você percebe quem são aquelas mulheres. Não dá pra falar mais, juro, mas a reviravolta é realmente muito legal!


E a boa notícia é: vai virar filme! Olha quem serão os atores:

Rebecca Ferguson = Anna
Haley Bennet = Megan

   
Emily Blunt = Rachel
Justin Theroux = Tom

  


Na verdade, só a Megan ficou parecida com a que imaginei hahaha Mas com certeza vou ver o filme. Ah, para quem vai ler esperando um Garota Exemplar, é outro tipo de história, acredite. Espere ver outro tipo de reviravolta do que no livro da Gillian Flynn.

Avaliação (de 0 a 5): 4,5




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2 comentários:

  1. Ja ouvi falar do livro e to super curiosa!
    já esta na minha lista para ler!
    *-*

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  2. Li esse livro em janeiro, e já entrou para os meus favoritos.
    Realmente demora para pegar o ritmo, mas super compensa ler, me surpreendi, e nem acredito que vai virar filme :O
    Nossa, da muito ódio mesmo por ngm acreditar nela :@
    Também imaginei a Megan dessa forma <3
    Mas a Rachel, não parece nenhum pouco de como imaginei, espero gostar do filme.
    beijos
    Lost Words

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