Crítica - Everest


Baseado em fatos verídicos, o longa conta a história de uma expedição liderada por Rob Hall, o alpinista profissional pioneiro na criação de expedições de alpinistas para alcançar o topo de Monte Everest (a montanha mais alta do planeta), mas que dessa vez acaba obrigado a lidar com uma série de dificuldades impostas por uma tempestade quando está liderando um grupo para chegar o cume.

Dirigido pelo islandês Baltasar Kormákur, Everest conta com uma bela fotografia e uma precisão técnica considerável. Mas também possui um problema grave: um roteiro pouco inovador, já que filmes sobre alpinistas não são nenhuma novidade. Everest não conta a história de um homem, mas sim de toda a situação já contada nos livros de Jon Krakauer (No Ar Rarefeito) e Anatoli Boukreev (A Escalada).


O roteiro, escrito por Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário?) e William Nicholson (Gladiador), tenta de toda forma escapar do melodrama, o que de fato era muito importante. O grande problema é que a emoção necessária para toda a história foi tão dosada que acabou num filme em que os espectadores tem dificuldade de se familiarizar. A película tem uma mulher grávida preocupada com o marido, pessoas que foram obrigadas a abandonar seu sonho pelo caminho e outras que lutam para sobreviver em um ambiente nada acolhedor. E mesmo assim não temos uma “aventura” que nós segura, que nos mantenha grudados nas poltronas, por mais que existam cenas que realmente arrepiem até a espinha...

Ao final do filme, terminamos sabendo que vimos algo interessante, mas com aquela sensação que poderia ter visto algo melhor. O sentimento depois de assistir é de que ficou faltando alguma coisa.

Com um elenco de ponta, e com boas atuações, que não são melhores por causa do roteiro mal elaborado. Josh Brolin e John Hawkes se destacam no filme, interpretando dois dos personagens que contratam a expedição para chegar ao topo do monte. Keita Knightley também nos cede uma boa atuação, com destaque para a cena que conversa com o marido pelo telefone em uma situação nada confortável.

Everest é o clássico exemplo de filme mediano, que poderia ter menos personagens para um melhor desenvolvimento da história. Mas entrega uma bela e discreta trilha sonora e realiza um belíssimo trabalho de figurino e, principalmente, da maquiagem combinando com uma fotografia excepcional.

Classificação (0 a 5): 3,0



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3 comentários:

  1. Parece interessante!
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com.br

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  2. É legal ... Só que não assistiria, sabe? Parece ser cansativo (Prefiro se fosse um livro, aí sim! )
    *-*

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  3. Oi Andrei, tudo bem?
    Gosto desse 'tipo' de filme, mas desanimei por não ser inovador.
    Acho melhor dar chance a outros filmes mesmo kkk
    Mas gostei da sua resenha do filme, é sempre bom saber o que esperar, mas fiquei curiosa para saber sobre as 'cenas que arrepiam' *-*
    Beijos
    Lost Words

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