Crítica - Spotlight


Um dos favoritos, senão "O Favorito" na corrida ao Oscar, o filme narra a história de Spotlight: uma equipe de jornalismo investigativo do Boston Globe que é designada pelo seu novo chefe para averiguar um caso de pedofilia dentro da Igreja Católica em Boston. Mas aos poucos eles vão descobrindo que a situação tem uma amplitude muito maior do que imaginavam, já que os casos de abusos infantil estão sendo acobertados. Baseado em fatos reais, Spotlight trata-se de um dos temas mais sérios e sensíveis que existem no mundo.

Na direção de Tom McCarthy, o filme segue um ritmo diferenciado e muito equilibrado, aqui todas as descobertas dos jornalistas causam impacto e são eletrizantes. Com um enrendo bem interligado acompanhamos o trabalho dentro e fora do escritório do Boston Globe, e sentimos na pele como o jornalismo é feito, além do senso de urgência da investigação que é constante e muito bem trabalhado durante toda a trama que é muito absorvente.


Apesar de ter um elenco numeroso (Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, John Slattery, Brian d'Arcy James e Stanley Tucci); o ponto forte do filme está aqui. Cada ator tem seu espaço para brilhar e mostrar a identidade do personagem, mas a magia acontece quando todos atuam juntos. Vale destacar as atuações de Rachel McAdams e Mark Ruffalo, o último interpreta o personagem mais energético da película e acaba sendo a principal ligação entre o filme e o espectador, já Rachel atua em um papel sabendo dosar de forma excelente: compromisso profissional e sensibilidade.

Spotlight é um filme tenso no bom sentido, mas com um drama eficiente e digno de elogios. Com uma ótima direção, uma bela edição e  um elenco que nos entrega excelentes atuações; apesar de não ser um filme pipoca, Spotlight deve ser assistido por todos.

Nota (0 a 5): 5,0



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5 comentários:

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