[HQ] Justiceiro MAX: Mercenário

Os planos de Wilson Fisk funcionaram e ele agora é de fato o Rei do Crime. Mas isso o mantém na mira de Frank Castle, um risco que o Rei não está disposto a correr por muito tempo. Para se livrar do Justiceiro, Fisk contrata o assassino mais letal que o mundo já conheceu. Embora seus métodos pareçam pouco ortodoxo, até mesmo insanos, dizem que ele jamais falhou em matar seu alvo. Ninguém sabe qual é seu nom, todos os chamam apenas de Mercenário.




Justiceiro Max: Mercenário
Roteiro: Jason Aaron
Arte: Steve Dillon
Cores: Matt Hollingsworth
Panini Books
148 Páginas
Desaconselhável para menores de 18 anos

Nota: 4

Continuação de Justiceiro Max: O Rei do Crime (clique aqui pra ver minha resenha), agora o Justiceiro encara o assassino que nunca erra o alvo: Mercenário. E então começa um joguinho de muito sangue e violência sem fim entre os dois personagens, utilizando tudo que está a seu redor e alcance para derrotar o adversário, o que acaba tornando o Wilson Fisk um mero coadjuvante em toda a história. 

O Justiceiro neste começo da trama encontra-se muito mais vulnerável pelo ocorrido no arco anterior e com seu ”distúrbio” já característico, onde contesta-se a guerra o havia mudado tanto até se tornar o que ele realmente é hoje, ou a morte de sua família é apenas uma desculpa pelo que a guerra fez com ele.


A partir da contratação de Fisk, o Mercenário com sua metodologia de assassinato , começa a tentar entender o que fez o Justiceiro a ser o que é, de forma bem distorcida e insana. O problema é que o cara é um psicopata e se tornará até uma ameaça pro Rei do Crime. Não pense que Castle fica para trás na corrida, sem trégua e caótica com o clima denso e sufocante de violência explícita, chegando até a incomodar de uma forma inexplicável quem está lendo - pontos para Jason Aaron e Steve Dillon. Assim Mercenário e Justiceiro irão enfim se encontrar para uma batalha sangrenta, que decidirá quem vive e quem morre.

A arte de Steve Dillon é sempre uma atração à parte. Caracterizada por traços suaves e um contraste leve, sempre capturando bem a essência dos personagens, foi perfeito para representar a violência crua de Ennis das primeiras histórias do Justiceiro MAX, e não deixa a desejar na hora de mostrar a intensidade de uma história que tem como personagens o Rei do Crime, Mercenário, e claro, o Justiceiro.
O Roteiro escrito por Jason Aaron é repleto de cenas agressivas e sangrentas, condizendo com o personagem que é conhecido por ser extremamente brutal, recorrendo a tortura e execuções para conseguir atingir o seu principal alvo e isso é muito bem abordado na história. Com um tom mais evoluído e muito mais profundo do que aconteceu antes no Justiceiro MAX: Rei do Crime. Mas peca em focar mais no Mercenário do que no próprio Justiceiro, e o antagonista acaba ganhando mais atenção do que Castle.

“Justiceiro Max – Mercenário” é uma das HQs mais violentas da Marvel, por se tratar do Justiceiro não chega a ser surpresa, mas ao juntar este com o Mercenário temos uma combinação que se torcer o encadernado é capaz de pingar sangue, a expectativa criada a cada decisão tomada por ambos os personagens transformam o final em algo sensacional. Um roteiro bem elaborado e com cenas memoráveis, algo digno de o Justiceiro, um dos poucos personagens que fazem a faixa etária das HQs fazer sentido.

Nota: Para ler esse encadernado não é necessário ter lido o Rei do Crime para entender essa história, pois a Panini fez questão de fazer um resumo da história anterior logo no inicio da revista.

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2 comentários:

  1. Parece ser uma hq com uma trama bem desenvolvida. Fiquei super curioso para ler, acho que as cenas violentas não me incomodam muito. Adorei sua resenha, abraços!

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