[Sessão Pipoca] Alice Através do Espelho

Alice (Mia Wasikowska) retorna após uma longa viagem pelo mundo, e reencontra a mãe. No casarão de uma grande festa, ela percebe a presença de um espelho mágico. A jovem atravessa o objeto e retorna ao País das Maravilhas, onde descobre que o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) corre risco de morte após fazer uma descoberta sobre seu passado. Para salvar o amigo, Alice deve conversar com o Tempo (Sacha Baron Cohen) para voltar às vésperas de um evento traumático e mudar o destino do Chapeleiro. Nesta aventura, também descobre um trauma que separou as irmãs Rainha Branca (Anne Hathaway) e Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).





Com um visual riquíssimo e sem a direção de Tim Burton, esse filme foge ainda mais da obra original do que o primeiro. O que não é necessariamente ruim.


Se você está em busca de bom divertimento, esse filme cumpre perfeitamente os requisitos. Se for buscar profundidade na história, o primeiro já deve ter dado uma boa ideia do que significa esta adaptação.

Mas eu não esperava muita fidelidade ao livro original de Lewis Carroll, então eu me diverti assistindo Alice Através do Espelho. A protagonista está mais determinada e independente (as primeiras cenas no mar são bem legais) e desafia a sua própria época por ser mulher e capitã de navio.

Alice e o Tempo. 

É então que a Lagarta (na voz do querido Alan Rickman #RIP) a chama de volta para o País das Maravilhas e Alice descobre que o Chapeleiro está definhando de tristeza por querer a família de volta (que morreu no ataque do Jaguadarte). A jovem vai, então, ao palácio do próprio Tempo para roubar um dispositivo que a permita viajar no tempo, sem se importar com as trágicas consequências que esse ato pode acarretar.

Os demais personagens como Cheshire e a Rainha Branca não aparecem muito, deixando o foco para Alice e o Tempo, em suas viagens por épocas passadas. Até o próprio Johnny Depp está meio apagado, embora apareça bastante. É interessante observar o início da mágoa entre a Rainha Vermelha e a Rainha Branca, além dos encontros de Alice com os personagens no passado.


Alice no passado do Chapeleiro Maluco.


Na verdade, acho que a história poderia ser muito melhor se os eventos do final fossem o motivo para Alice voltar ao País das Maravilhas. Acho que o começo foi meio solto e sem muita conexão com o que Alice estava passando no mundo "real". É tudo muito bonito, mas artificial, de certo modo. Só no final é que as lições que ela aprende fazem mais sentido e tornam esse filme mais tocante do que o primeiro.

Então, se você não gostou do primeiro, é possível que também não vá gostar do segundo. Mas se você gosta dessa atmosfera fantástica dos filmes da Disney e quer um filme visualmente bonito para assistir, esse é para você. A história pode ser fraca em alguns pontos, mas o figurino é fantástico e as cenas dos lugares mágicos (mesmo sendo criadas digitalmente) são muito bonitas. E vale também pela reflexão sobre como você vê o Tempo, pela união familiar e pela força das mulheres em liderarem suas próprias vidas (especialmente no final).

As belas cenas do palácio do Tempo.


P.S: Ah, se puder, veja ou no IMAX ou no 4D ;)

P.S ²: Fãs de Sherlock vão surtar quando virem o ator de Moriarty fazendo uma participaçãozinha.

P.S ³: Fãs da minissérie Norte e Sul também vão adorar quando virem o Richard Armitage (que também fez o Thorin, de O Hobbit) em uma participação especial.


Veja o trailer:






2 comentários:

  1. Vi o primeiro e não gostei muito, principalmente por essa falta de profundidade que você falou. Mas é, sim, visualmente muito interessante e, pelo que vi, o segundo é ainda mais bonito. Vou ver para poder tirar minhas conclusões! Beijos!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lu!
      O segundo é mais bonito e um pouco mais profundo, pelo menos no final. Depois me conta o que achou!
      Bjs!

      Excluir