[MANGÁ] Vagabond


Em 1600 d.C., o Japão passa por um dos períodos mais turbulentos de sua história. O jovem Takezo, ao lado de seu amigo Matahachi, deixa a vila Miyamoto para lutar na Batalha de Sekigahara. Embora sonhem com fama e glória, eles somente encontram a derrota e um caminho repleto de incertezas.
Acompanhe a jornada de combates sanguinolentos e desafios espirituais desse destemido espadachim, que ficou conhecido pela posteridade como o grande samurai Miyamoto Musashi!
Baseado no romance épico de Eiji Yoshikawa com a sublime arte de Takehiko Inoue, este clássico dos quadrinhos é uma das obras mais premiadas e fiéis à lenda do maior herói do Japão!
Vagabond
Autor: Takehiko Inoue
Panino Comics/Planet Manga
Formato 13,7 x 20 cm, 256 páginas em off-set, R$ 17,90. Mensal.
Série em andamento no Japão com 37 Volumes
Impróprio para menores de 18 anos

Nota: 5

Depois de 3 publicações no Brasil pelas editoras Conrad e Nova Sampa, a obra-prima Vagabond é republicada pela Panini Comics, em seu selo especializado Planet Manga. O Mangá é escrito por Takehiko Inoue, que também escreveu Slam Dunk, e já chegou a 37 volumes publicados vendendo mais 100 milhões de copias apenas no Japão, o que mostra o porque dessa história ser tão premiada e reconhecida mundialmente.
O mangá retrata à sua própria maneira a vida fictícia de Miyamoto Musashi, um dos maiores samurais do Japão. Sua trama é um misto de jornada intelectual do autoconhecimento, ao mesmo tempo em que treina suas habilidades com a espada em busca do título de "Invencível abaixo do Sol".

O trabalho feito pelo Inoue seja ele o  narrativo ou visual são incriveis, as páginas e a história tem um detalhamento impecável e um traço que transmitem muito as cenas do mangá. As páginas duplas são incriveis e enche os olhos do leitor com o talento do autor.Takehiko Inoue não faz uma história em quadrinhos em Vagabond, faz uma obra de arte a cada quadro.
Como de costume, o primeiro volume de mangás longínquos apresentam os personagens que vamos acompanhar, mesmo assim a história consegue ser envolvente  com páginas vibrantes, emocionantes, com vida e morte, uma arte que se comunica com o leitor.

Sobre essa nova publicação da Panini, o mangá teve uma nova tradução nas mãos da mesma tradutora da primeira versão nacional de Vagabond, o que ajuda para que o texto que fique mais refinado. A qualidade gráfica também é de diferente das outras publicações, a publicação da Panini é quase idêntica da publicada no Japão. A capa não é espelhada e segue a original japonesa, com o logo marcante do título em verniz e as orelhas com os poemas e aquarelas do autor.
Embora existam muitos filmes sobre Musashi, Vagabond nunca teve uma versão animada ou cinematográfica e atribuo esse fator principalmente à arte. Por mais habilidosos que sejam os artistas e mais recursos que tenham os estúdio não há como outras mídias se comunicarem com os leitores como o mangá de Vagabond faz.

Vagabond: Esse é um dos títulos que é quase obrigatório para qualquer leitor, não só é porque tem um grande autor, mas por todas as lições que a história passa e pela evolução que acompanhamos do Musashi, assim como acaba acontecendo com o leitor  com o aumento de conhecimento e amadurecimento que a história nos proporciona.

2 comentários:

  1. Oi Andrei, eu gostava de ler mangá e não sei o que aconteceu que me fez parar de apreciar esse tipo de obra. Vendo o que você escreveu fez com que o gosto que eu tinha por mangás voltasse. Vou dar uma conferida nesse.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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    1. Que legal! Fico feliz de ter despertado denovo o seu interesse por mangás.

      See ya!

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