Baía da Esperança - Jojo Moyes

Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava se não para ela, para sua filha pequena, Hannah, até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia.
Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez.

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
301 páginas




Antes que você suspire com essa sinopse, já vou logo avisando: esse livro não é para os leitores mais românticos. Contudo, ele emociona, te envolve na história e, claro, dá um pouco de romance também.

Eu nunca li Como Eu Era Antes de Você, o sucesso de Jojo Moyes, mas queria um livro que aparentasse ser mais alegre. E, além de mais alegre, para combinar com o título, essa é, de fato, uma história sobre esperança.


Com os capítulos narrados sob o ponto de vista de vários personagens, não somente os mocinhos, você consegue ter uma panorama geral do que acontece em Silver Bay e até se apegar mais a uns personagens do que outros. 

Por exemplo, Kathleen - a tia que acolhe Liza e sua filha Hannah -  é a melhor personagem do livro. Conhecida como a Dama dos Tubarões, por ter conseguido pescar um aos 17 anos, ela é idosa, mas muito determinada, forte, independente e carrega uma paixão de adolescência por Nino Gaines, que sempre está ali para ela, sempre apaixonado. A história do casal mais velho até emocionou mais do que a do casal principal.

Porque até os momentos finais do livro, você não conhece a história do passado misterioso de Liza e Mike ainda é um bobo que não sabe decidir o que quer. E não há uma paixão pela qual torçamos. Apenas vemos o sentimento se desenvolver - mais pelos olhos dos outros personagens - mas sem nos importarmos tanto com isso. O destaque é mesmo a construção que irá prejudicar a baía dos golfinhos e o Hotel Baía da Esperança, onde Liza, Kathleen e Hannah vivem ( Ah, e a Hannah também é uma fofa, adorei).

Mas se o romance não encanta tanto assim, a história tem momentos bastante emocionantes e descrições maravilhosas de passeios de catamarã para ver baleias, tardes ensolaradas em frente ao amor e a tranquilidade de viver um lugar calmo. 

Como eu vivo em uma cidade litorânea - e passei boa parte das férias da infância em uma casa em frente ao mar em um município próximo, - achei as descrições e o clima do livro bem nostálgicos e realmente bonito.

A leitura vale a pena se você não for com a expectativa de ler um romance. Se você gosta de dramas com mulheres fortes, lindos cenários e histórias de esperança e superação, dê uma chance a este livro. Você vai ter a sensação de já ter visitado uma praia da Austrália.

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