[HQ] Justiceiro MAX: Frank

O violento confronto com o Mercenário deixou Frank Castle gravemente ferido, em todos os sentidos. Agora, confinado ao hospital de uma penitenciária, o Justiceiro precisa dar início a um longo e doloroso processo de cura, não apenas das feridas de seu corpo como também das profundas feridas de sua alma. Para isso, Frank vai precisar encarar o mais obscuro segredo de seu passado... um segredo que ele esperava ter enterrado para sempre.






Justiceiro MAX: Frank
Roteiro: Jason Aaron
Artes: Steve Dillon
Panini Books
116 Páginas
Desaconselhável para maiores de 18 Anos.

Nota:

Após os acontecimentos do embate entre Justiceiro e Mercenário (Justiceiro MAX: Mercenário), Frank vai parar em uma Supermax. Mas o que o levou a essa situação não foram balas ou ferimentos, mas sim as palavras do Mercenário. O que Frank ouviu do Mercenário nas páginas finais da última edição, o abalou muito - afinal Mercenário falou sobre como ele imaginou que foi a última conversa que Castle teve com sua família. Enquanto Castle se recupera após ter se ferido gravemente fisicamente e psicologicamente, todos os presos e guardas querem sua cabeça a todo custo, afinal Frank tem ligação com a prisão de 80% dos detentos ou com algum conhecido deles, quanto aos guardas eles ainda sentem um pouco de ódio depois que o Justiceiro matou um policial 'corrupto'. Nesta edição, o Justiceiro deixa ser a presa e passa a ser a caça.


Jason Aaron vai reafirmar que a trágica morte da esposa e filhos de Frank Castle foi o sinal verde para ele se tornar o Justiceiro. Porém, apesar de parecer repetitivo, ele recria tudo de forma magnifica, e como na edição anterior faz belos paralelos. Sem dúvida alguma, essa é uma das melhores histórias de origem do Justiceiro. Aaron nos faz mergulhar no psicológico de Castle e nos entra justificativas contundentes sobre o jeito de vida do Justiceiro. Tudo isso parece claro e perfeitamente obvio graças a ótimo roteiro do Jason Aaron.
O paralelamento feito pelo Jason Aaron e Steve Dillon mostra o passado ao lado do presente do anti-herói e não é feito de modo suave. Enquanto no presente, Frank está passando maus bocados preso em uma cadeia. No passado, ele não consegue se acostumar a sua antiga vida familiar após voltar de uma experiência nada agradável na Guerra do Vietnã, o que torna um detendo da vida comum. Steve Dillon como sempre está fantástico com seus desenhos, apesar de seu forte não ser cenas ambientais, o modo como desenha as expressões faciais de cada personagem de forma primorosa contribuiu muito para essa história ser tão ótima.
No final, Aaron e Dillon conseguem fazer uma autentica analise do Justiceiro de um jeito nunca antes feito, humanizando-o e nos mostrando a criação de um dos grande anti-heróis da história dos quadrinhos. Jason e Steve demonstram qualidades únicas e um lado do personagem jamais contados sobre Frank Castle, o que demonstra um conhecimento raro dos autores sobre o personagem.

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