4 motivos para ler O Segredo do Meu Marido, de Liane Moriarty

Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta para ser aberta apenas depois que ele morresse. Imagine também que essa carta revela o pior e o mais profundo segredo dele - algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você esbarra nessa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo...
Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar de sua pequena comunidade, uma esposa e mãe devotada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia - ou uma à outra -, mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela.




Título: O Segredo do Meu Marido
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas:368
Ano: 2014



Ok, faz um tempinho que O Segredo do meu Marido foi lançado, mas já posso afirmar que ele é UM DOS MELHORES LIVROS QUE EU LI ESSE ANO. E Liane Moriarty já entrou na minha lista de autores de livros must-have. Sabe por quê?



As personagens
Cecília, mãe e esposa perfeita, profissional bem-sucedida e perfeita em tudo o que resolve fazer. Achei que iria odiá-la, mas acabei adorando. Ela não é arrogante, nem nada, é apenas muito eficiente. Mas ao encontrar a carta que seu marido, John-Paul, escreveu para que fosse aberta somente quando ele morresse, ela cria ainda mais complexidade e mostra um lado mais humano. 

Tess, que após uma traição, vai para a sua antiga cidade espairar um pouco. Senti simpatia pela Tess depois do que ela sofreu, mas a indecisão dela começa a me dar nos nervos lá pelo final. Mas é impossível não torcer por ela.

Rachel, uma senhora que sofreu uma tragédia na família e ainda não se recuperou bem. Os capítulo dela são os mais tristes de ler, povoados pela lembrança que ela tem do passado. Mas super compreensível, né. 

Todas elas são cheias de complexidades, defeitos, bons e maus sentimentos, afinal, tudo o que nos torna humanos.

A narração
Liane Moriarty frequentemente alterna o ponto de vista dos capítulos até mesmo para a visão de pessoas que já morreram. Se isso não dá uma ideia da complexidade das relações, a autora é uma narradora onisciente e onipresente - até mesmo quando se trata de prever o futuro.

 Ela sabe exatamente o que aconteceria com cada personagem se a decisão A fosse tomada em vez da B. Tipo Efeito Borboleta. É incrível e assombroso, até, ver as possibilidades de cada história.

Então, não dá pra odiar alguém totalmente porque você sempre vê as coisas em outra perspectiva. Nada é preto no branco, assim como a vida.

Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora.
Página 364 


As reviravoltas
Gente, são tantas reviravoltas que é impossível largar esse livro! E não é nada do tipo novela mexicana, mas são pequenas coisas que acabam mudando o que você pensa de um personagem.

É como se você pensasse uma coisa a respeito de uma pessoa a vida e viesse a descobrir algo que te fizesse mudar de opinião.

E isso vale para o núcleo da família da Cecilia; Tess e sua mãe; a vida familiar de Rachel, etc. Será que conhecemos as pessoas como achamos que conhecemos? 

Sua bondade tinha limites. Poderia muito bem ter passado a vida inteira sem conhecê-los, mas agora sabia exatamente quais eram.
Página 283

Muuuita sinceridade
O Segredo do meu Marido tem uma narração suuper sincera. Só pra dar um exemplo, ela narra como Cecilia está pensando em sexo no meio de um velório de uma freira. E tudo isso acompanhado de bom humor.

É como se Liane Moriarty reproduzisse os pensamentos mais estranhos de um ser humano normal no papel. É quase como ver o reality show dos pensamentos de alguém.

Era tão insegura na adolescência, o tempo todo preocupada com o que as pessoas pensavam dela e como poderiam magoá-la, que nem considerava o impacto que ela mesma poderia causar nos sentimentos dos outros.
Página 153

Enfim, gente, LEIAM LEIAM LEIAM esse livro. É maravilhoso!

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