Mentiras como o amor - Louisa Reid

Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Título: Mentiras como o amor
Autor(a): Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Ano: 2017

Classificação:
"Estou escrevendo isso para que vocês saibam tudo sobre mim e sobre minha mãe, e também sobre o que é ser uma adolescente e a dificuldade que é viver assim. Deprimida. Não é todo mundo que entende. Por favor, deixem-nos mensagens para nos ajudar a enfrentar esse momento. Obrigada e até mais! Audrey. "



Em Mentiras Como o Amor acompanhamos a história de Audrey, uma garota de 16 anos que mora com sua mãe Lorraine e seu irmão Peter de 5 anos, mas Audrey tem depressão, e isso está acabando cada vez mais com ela, tem 'alucinações' com algo que ela chama de A Coisa, que faz cortes em seu pulso e a faz ter pesadelos horríveis.
A antiga casa de Audrey pegou fogo então eles estão se mudando para outro lugar, e vão morar na Granja, um lugar sombrio, com um córrego em volta da casa, e uma floresta. Perto dali mora Léo e Sue, que ficam felizes com a chegada dos novos vizinhos, afinal Léo também passou/passa por momentos difíceis e está na hora de fazer amigos de verdade.

"Desci as escadas e enfileirei meus comprimidos no balcão. Um para que eu não me sentisse deprimida. Um para que eu parasse de sentir enjoo. Um para que eu dormisse o dia inteiro. Um para me impedir de abrir cortes nos braços, pernas e coxas. Havia comprimidos para tudo. Para tudo, exceto um comprimido para que eu pudesse ser livre."

Mas logo Léo vai perceber que Audrey é mais na dela, não gosta de conversar e acredita que fica melhor sozinha com seu irmão, mas Léo é persistente e tenta ao máximo de aproximar dela.
Logo ele conquista a confiança de Peter falando de pássaros e animais que podem ser encontrados na floresta, o que obriga Audrey a se aproximar também, afinal ela sempre quer ver as pessoas ao seu redor bem e felizes, porque ela acha que ninguém suportaria a verdadeira Audrey, a Audrey que tem medo da Coisa, e que vai passar por momentos difíceis, aonde o leitor também vai sentir na pele o que doenças mentais são capazes de fazer. Mas o que acontece depois? Léo e Audrey vão ser amigos ou algo mais que isso? Como é esses cuidados que sua mãe tem com ela? Audrey vai aguentar até o final pelo seu irmão ou não? LEIAM!


Que livro destruidor, Louisa Reid veio mostrar que realmente conto de fadas não existem, e fez uma história que pode ser mais real do que imaginamos.
Em Mentiras como o amor o leitor vai encontrar: Bullying, mentiras, depressão, doenças mentais, família, amor, dedicação, e muito drama.
Eu se senti apreensiva desde o começo até o fim, é um livro em que o leitor se coloca no papel da protagonista, e sente junto com ela, muitas vezes me via torcendo para ela reagir de alguma forma.
Audrey se faz forte pelo seu irmão, que é pequeno e muitas vezes é como uma mãe pra ele, dá banho, comida, ajuda na lição de casa, leva pra escola, e tantas outras coisas. Quem já teve depressão sabe o quanto é difícil rebater a essa doença, e Audrey fica a maior parte do tempo entupida de remédios.
Peter foi a parte fofa no livro, acho que a autora colocou ele para dar uma equilibrada, a inocência de uma criança, que não entende o que está acontecendo mas está ali para o que der e vier pela sua irmã, eu me encantei por ele desde a primeira vez que ele apareceu.
Lorraine, a mãe deles é uma personagem que eu não simpatizei, ela é 'enfermeira' e muitas vezes ela mesma medica a filha. mas faz a Audrey de empregada, ela precisa fazer tudo e cuidar do irmão, e senti que a mãe dela exagerava muitas e muitas vezes. Sem falar nos insultos a Audrey, e nas acusações que fazia.
Léo é um amor, o modo como ele se aproxima da Audrey, e como trata o Peter, ele está morando com a tia depois de um surto que teve, a mãe dele exigia muito, quem ler vai entender, e ele acabou não aguentando tudo isso. Léo vai ser um personagem muito importante em toda a história.

"Eu acho que você é um doce. Isso é tudo. E todo mundo tem sua própria dor. Você não precisa ter vergonha disso. E, se você está doente, então pode melhorar. É isso que você precisa ter em mente."

Entre idas e vindas a médicos, e vários medicamentos, não espere que esse é só mais um livro aonde a protagonista está doente, passa longe disso, é final é mais um de reviravoltas, aonde o leitor fica intrigado e com raiva ao mesmo tempo.

A edição está linda, a capa tem tudo a ver com o livro, apesar da quantidade de páginas a leitura flui de forma leve por questão da fonte usada.

Referente a narração teve algo que eu não gostei, temos capítulos intercalados entre Audrey e Léo, os da Audrey são em primeira pessoa, mas os do Léo são em terceira, e isso no começo foi ruim, porque estava acostumada com um tipo de narração e quando era o Léo narrando ia para terceira pessoa. Isso fez eu não dar um favorito para o livro.

Espero que vocês tenham gostado da resenha, ficou enorme mas não tem palavras justas pra descrever esse livro, leia, e se surpreendam como eu me surpreendi.
Logo vou ler Corações Feridos da mesma autora e conto pra vocês!
Beijos!

8 comentários:

  1. Oi Aline, tudo bem?
    Livros que trazem personagens com depressão são sempre difíceis de ler, mas ao mesmo tempo nos traz um grande ensinamento. Passei por essa fase há um tempo e acho que super me identificaria a protagonista.
    A capa é bem bonita mesmo, e eu fiquei curiosa para ver o que acontece com os personagens.
    Beijos

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  2. Olá!
    Sua resenha está muito bem escrita, parabéns.
    Apesar de não ser um estilo de leitura que eu esteja acostumada, pois não sou chegada a enredos que tratam de doenças e tristezas, se tiver uma oportunidade, darei uma chance.
    A capa está bonita.
    Beijos e obrigada pela dica.

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  3. Ainda não conhecia o livro,mas adoei conferir tua resenha, meu namorado é técnico em enfermagem e sempre adorei conferir livros que tenham alguma relação, ou até mesmo para a gente ter noção sobre como é, como a pessoa se sente...Creio que seja uma leitura que irá te enriquecer. Em relação a narrativa espero não sentir tanto essa diferença entre um personagem e outro! Ótima resenha, com certeza irei incluir o livro a lista de desejados.Já ia me esquecendo, adorei a capa também, esta bem relacionada com o tema proposto! Beijo♥

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  4. oii ainda nao conhecia esse livro; nao gosto muito de ler livros que a personagem se corta ou seja tenta suicidio ciom ddepressao
    entao na sei se leria mais amei o seu jeito de fazer resenhas rsrs
    beijos

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  5. Parece ser um livro bem metafórico, o que é um ponto positivo porque eu amo essa coisa de metáforas sobre depressão e tudo mais. O fato de ser destruidor me dá ainda mais vontade de ler porque eu amo ficar destruido, mas ultimamente eu tenho evitado romances, por motivos antiromânticos ASHUASUASUASUSA mas com certeza, tirando pela capa feia, parece ser uma ótima leitura <3 Eu tenho depressão também, então sempre me interesso por ler livros do tipo. Acabei de ler Por Lugares Incríveis, é uma vibe aparentemente parecida, tu já leu?

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  6. Oi!! Nunca ouvi falar do livro, e realmente ele deve ser destruidor. Mas gostei de ver que a protagonista é uma personagem forte em relação ao seu irmão. Acho legal livros que abordam temas tão importantes e poucos discutidos. Pretendo ler! Beijoss

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  7. Aline!
    Livros com dramas familiares e doenças me atraem, mas tem alguns que mexem muito conosco e acredito que esse seja um deles, tanto pela relação conturbada da mãe, como pelo final, que pelo que disse, assusta.
    Desejo um final de semana de luz e paz!
    “Será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?” (Renato Russo)
    Cheirinhos
    Rudy

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  8. Oi Aline.
    Eu li esse livro e adorei.
    é realmente uma pena que o tipo de narrativa do livro te incomodou um pouco, eu até que te entendo essa quebra de fluidez realmente incomoda um pouco, mas esse não foi um problema para mim, mas enfim essa foi uma leitura que me tirou da zona de conforto, mas que adorei.
    Bjs.

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