A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

Título: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
224 páginas
Ano: 2013


Avaliação: 4,0 (de 0 a 5)



Faz muito tempo que eu queria ler esse livro, mas só esse ano que o encontrei baratíssimo na Bienal do Livro aqui. E ele é fofo, criativo e tudo, mas acho que esperava mais da história.



Para resumir, Hadley perdeu o primeiro voo para ir ao casamento do pai com a nova namorada e acaba conhecendo Oliver no aeroporto. Os dois embarcam juntos e se apaixonando em um curto período de tempo enquanto precisam lidar com os seus dramas pessoais.

O drama pessoal de Hadley

A princípio, achei meio chatinho o drama dela ser pela separação dos pais, mas a autora explica tudo bem que nos coloca diretamente no lugar da garota. Achei que a nova relação de Hadley com o pai acabou sendo o ponto mais forte e emocionante do livro, por incrível que pareça. O que no começo não parece ser tão interessante vai evoluindo para que entendamos como toda a sua vida mudou.


O romance de Hadley e Oliver

Acho a ideia desse livro muito boa, merece virar filme fácil fácil. Lembrou ligeiramente Antes do Amanhecer (um dos meus filmes favoritos!), mas eu esperava mais das tiradas e dos diálogos. Não que Oliver não seja fofo, ele é. Mas eu queria mais das cenas deles no avião e mais no final também. Tem uma cena muito fofa de derreter corações, mas acho que a história tinha potencial para outras como essa. E outra coisa, acho que Oliver é esquivo demais, o que ou o torna um personagem mais "vida real" ou Hadley simplesmente achou isso bonitinho. Mas não é.


A construção da história

Acho que situar tudo num dia só foi uma ótima sacada e Jennifer E. Smith mostrou saber lidar com tantos acontecimentos de forma muito fluida. A leitura dá algumas voltas aos passado, o que pode cansar um pouco quando você quer ver logo a ação acontecer, mas entendo que é pra gente entender todo o contexto. Acho que tudo foi bem alinhado.

No geral, é um livro fofinho (mas com potencial de arrancar mais suspiros), tão curtinho que dá pra ler num dia. É aquela leitura leve que a gente precisa algumas vezes na vida.



Não deixe de participar do nosso top comentarista do mês

19 comentários:

Deixe seu comentário