[Resenha] Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra - Leigh Bardugo

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.

Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.

No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.


Título: Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
400 páginas

Avaliação (de 0 a 5): 4,0

Olha, eu adoro a Mulher-Maravilha, mas o que me atraiu mesmo nesse livro foi o nome de Leigh Bardugo, escritora da trilogia de Sombra e Ossos. E ela fez TODA A DIFERENÇA para esta história.

Livro x Filme x Quadrinhos

Assim, não li nenhum dos quadrinhos da Mulher-Maravilha, mas sei que existe uma linha diferente que explica a origem dela de uma outra forma (assim como existem várias versões de historias de super-heróis em quadrinhos). Este livro adota a versão clássica (segundo um amigo meu rs) de que Diana nasceu mesmo a partir da terra, pela magia dos deuses.

E para quem assistiu e adorou o filme (assim como eu), não crie esperanças de ver Steve Trevor ou a batalha da Primeira Guerra Mundial. Esta história não leva em consideração os acontecimentos do longa e mostra uma Diana adolescente entrando em contato com o mundo pela primeira vez nos tempos atuais. 

O que significa mais liberdade para Leigh Bardugo criar uma história original, com personagens novos e levando todo a história superlegal de Temiscira e das amazonas.

Personagens que roubam a cena

No começo, eu fiquei com raiva de não mostrarem tanto Temiscira e as amazonas, mas depois me apeguei muito aos personagens novos. A amizade de Alia e Diana é muito bonita, e a "semente da guerra" é meio chatinha no começo, mas se mostra muito corajosa depois. 

Mas o que mais se destacou foi a temática do preconceito sendo abordada de forma contundente. Ao contrário de muitas personagens no mundo de heróis, Alia é negra. E eles falam de racismo mesmo, especialmente na cena em que o policial observa se Alia vai roubar alguma coisa na loja.

A amiga de Alia, Nim, desafia os padrões estéticos (que até os livros têm, gente) ao ser uma personagem suuper incrível, mesmo sofrendo preconceito por ser acima do peso, lésbica e de pele morena (ela é indiana). O interesse amoroso de Alia, Theo, também é negro, o que faz o "elenco" do livro ser composto quase que totalmente por classes normalmente desprezadas e oprimidas.

Você vai se apaixonar de novo por Diana

Se você já amou a Mulher-Maravilha botando pra quebrar no filme, vai amá-la ainda mais nas cenas de ação, na coragem e no desafio aos estereótipos do mundo dos homens. 

Amazona. Nascida da guerra, destinada a ser governada por ninguém além de si mesma.
Página 213

Então, esse livro tem crítica ao racismo, à homofobia, ao machismo e faz com que todo mundo se sinta heróico por dentro. A força de Diana me inspirou muito no filme, agora ainda mais no livro.

Mas a história não fica só nisso. O enredo PARECE DE CINEMA! Tem muita ação, muitos cenários, perigos, mitologia grega e um clímax no final que prende o nosso fôlego. 


Não vou mentir, Leigh Bardugo começa bem, depois para um pouquinho e no meio do livro, ela acelera com tudo! Tem romance, piada, diálogos construtivos, reviravoltas e uma heroína que merece um lugar especial em nossos corações!

Se você gosta da Mulher-Maravilha e curte uma história bem contada, leia esse livro!

Obs: a Arqueiro vai lançar a coleção Lendas da DC, com o Batman, a Mulher-Gato e o Superman, todos lançados por autores superlegais. Eu, particularmente, estou ansiosa pela história da Mulher-Gato.


0 comentários:

Deixe seu comentário