As Coisas que Fazemos por amor - Kristin Hannah

Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.
Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.
Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.
Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.
Título: As Coisas que Fazemos por amor
Autor(a): Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2017

Classificação: 

Oi gente, tudo bem?
Fazia algum tempo que eu não me envolvia tanto com os personagens, e com a história, como me envolvi lendo As Coisas que Fazemos, uma história tocando, com personagens cativantes, reviravoltas, e muitas emoções.

"... a vida continua. A gente pensa que ela vai ficar em suspenso, que vai esperar até que a gente pare de chorar, mas a vida continua. Não perca seu tempo olhando para trás. Se não vai acabar deixando de notar o que está à frente."

Angela DeSaria sempre sonhou com o futuro perfeito, queria ir embora da cidade onde nasceu, e não seguir os passos da família que tem um restaurante. Então ela faz faculdade, se casa e chega a hora tão esperada: a hora de ser mãe. Mas isso não iria ser tão fácil assim, depois de anos tentando engravidar Angie desmorona, e leva junto seu casamento. Como se tudo isso não fosse o suficiente, Angie perdeu recentemente o pai, a quem era muito apegada. Em um momento de desespero e sem saber o que fazer da sua vida, Angie volta para sua cidade natal, e como o restaurante da sua familia (e maior orgulho do seu pai) está falindo ela resolve se arriscar no ramo que nunca quis conhecer, e reerguer o restaurante. 

"O amor pode nos ajudar a passar por dificuldades. Mas também pode ser o motivo dessas dificuldades."

Do outro lado temos Lauren, uma adolescente, que está batalhando para ser alguém na vida, diferente da sua mãe que vive bebendo e não liga para a filha, muito pelo contrário, sempre deixa claro o quanto Lauren foi um erro na sua vida. Lauren estuda muito, conseguiu uma bolsa em um ótimo colégio, namora um bom rapaz a quatro anos, e sonha com a faculdade. E ainda por cima trabalha demais, para conseguir pagar o aluguel, e 'sustentar' os vícios da mãe.

"A vida dá um jeito de seguir em frente, e a gente faz o melhor que pode para acompanhar o fluxo. O coração partido se cura. Como qualquer ferimento, fica um cicatriz, uma lembrança, porém esmaecida. De repente você percebe que passou uma hora sem pensar a respeito, depois um dia."

Angie e Lauren acabam se conhecendo de forma inusitada, e Angie vê em Lauren a filha que tanto quis ter, e Lauren vê em Angie o amor e carinho materno que sempre sonhou. Mas claro que o destino iria pregar uma peça nas duas, com reviravoltas emocionantes, e mostrando do que o ser humano é capaz por amor, vamos acompanhar os fantasmas do passado das duas, junto com o que o futuro reserva para a relação delas. 

"Podia machucar um pouco, podia lembrá-la de tempos mais difíceis, porém eram sentimentos que faziam parte de quem ela era, e afinal era mais doloroso fugir do que encarar o momento."

Eu juro que não tem como fazer uma resenha digna desse livro, esse foi meu primeiro contato com a autora, e eu já quero ler todos os livros dela. 
Todos os personagens são muito importantes no livro, desde o ex marido de Angie, até as irmãs da Angie, seu falecido pai, e sua mãe. Eu nunca me apeguei tanto a personagens como eu me apeguei nesse livro. Desde o começo eu torcia pela Angie, pensava 'vai, assume o restaurante, eu acredito em você, você é capaz sim', e em cada vitória dela eu ficava feliz, quando ela e a Lauren se conheceram eu vi o quanto uma seria importante para a outra, o quanto as duas juntas iriam crescer e amadurecer. E quando veio as dificuldades, e reviravoltas eu pude ver como o amor é incrível, e como ter uma família unida é importante. 

"Algumas coisas na vida, porém, não se podiam procurar. Só se podia esperar por elas. Como o clima. As vezes você olha para o horizonte e vê um bando de nuvens de tempestade. Mas isso não garante que vá chover no dia seguinte. O dia pode também ser claro e ensolarado."

A autora lidou com a questão da Angie ser mãe de uma forma muito emocionante, mais uma vez mostrando como a família é importante em momentos assim, as irmãs da Angie e a mãe dela estavam sempre ali, para o que der e vier, estavam ali para anima-lá e dar dicas e suas opiniões mesmo quando Angie não queria, mas isso fez muito bem para ela.
Eu não vou me alongar muito na resenha, mas quero muito que vocês leiam esse livro, deixem as emoções tomarem conta assim como eu deixei, e se sintam na cabeça dos personagens. Se sintam em West End, com o barulho do mar ao fundo <3

Eu li o livro em e-book, então não posso falar muito sobre a edição física, eu não gostei muito da capa, mas o conteúdo vale muito a pena. Encontrei poucos erros ortográficos (nada grave), e a leitura fluí de forma leve e agradável.

Me conta aqui nos comentários se vocês já leram algo da autora, e qual livro me indicam?
E claro, me conta se já leu ou pretende ler As Coisas que Fazemos por Amor!

Beijos!

3 comentários:

  1. Aline!
    Os livros da Kristin tem esse poder sobre o leitor, causa impacto e nos faz repensar em muitas coisas, sem contar que temos de comprar uma caixa de lenços, né?kkkk
    Já me identifiquei com a Angie, porque sempre quis ser mãe biológica e nunca pude, embora tenha sido mãe de outras formas, dos sobrinhos, das enteadas... e sei bem a frustação que ela passou.
    Quero poder conferir a leitura.
    Desejo um mês repleto de realizações!
    “O que mais me interessa saber, não é se falhaste mas se soubeste aceitar o desaire.” (Abraham Lincoln)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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  2. quando recebi o livro simplesmente o devorei, Kristin é uma das minhas autoras favoritas e tem uma grande sensibilidade ao escrever e nos colocar nessa sinuca de situações, sentimentos e ações

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  3. Ja conheço esse livro há algum tempo, mas não chamou minha atenção. Achei muito dramático, histórias assim me dão sono e não chego ao final nunca.

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