[Resenha] Contagem Regressiva - Ken Follet

Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.

O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.

À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.

Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo.

Título: Contagem Regressiva
Autor: Ken Follet
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Quantidade de páginas: 320

Avaliação de (0 a 5): 4,0

Nunca tinha lido nada do Ken Follet e não sabia muito o que esperar dele, mas Contagem Regressiva foi uma boa surpresa com doses de espionagem e muitas reviravoltas.


Eu Perdi o Rumo - Gayle Forman

Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. 

Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho. 

Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.

Esse foi o primeiro livro que li da autora e eu estava bem curiosa para conhecer, já que ela é muito famosa e vários livros dela já me foram recomendados... esse inclusive está sendo muito elogiado no skoob e li várias resenhas favoráveis... talvez justamente pelo meu excesso de expectativas eu tenha me decepcionado tanto com o livro, ou talvez essa não seja uma das suas melhores obras, só sei que para mim não funcionou...

Bem, a escrita da autora é algo notável, é fluída e quando você vê já acabou o livro... mas a história em si e os personagens não me agradaram, não houve empatia e achei tudo muito superficial e sem sentido... a história toda se passa em apenas um dia e talvez por isso também é que eu não senti muita ligação com os personagens...

A história mostra três jovens que estão perdidos na vida e acabam se envolvendo um pequeno acidente no Central Park em Nova Iorque, ficamos sabendo do passado dos personagens e o que os levou até ali através de flashbacks...

Freya é uma jovem cantora que alcançou fama através das redes sociais e agora está para gravar seu primeiro álbum, mas aí ela perde a voz e o medo de perder tudo faz com que ela se sinta totalmente perdida e desesperada...

Harum é um jovem muçulmano de família bastante tradicional e está sempre fazendo de tudo para ser o filho perfeito... só tem um problema, ele é gay e não teve coragem de "sair do armário" até agora, isso causou muito sofrimento ao jovem e fez com que seu namorado, James, terminasse tudo entre eles... agora a sua família espera que ele embarque em uma viagem ao Paquistão e volte de lá em seis semanas com uma esposa...

Nathaniel é um jovem literalmente perdido em Nova Iorque, e tem o passado mais misterioso entre todos os personagens, é um rapaz muito bonito e tem uma prótese ocular em um dos olhos... seus flashbacks são terrivelmente tristes e descobrimos como foi dura sua vida até ali, tendo sido criado apenas pelo pai que tem todos os sinais de uma grave doença mental...

Os três jovens se encontram e passam o dia todo juntos e acabam de uma forma ou outra se abrindo, contando coisas que nunca falaram para ninguém e até de certa maneira se salvando...

Creio que o que mais me desagradou foi a ideia de aquele foi apenas um dia na vida dos personagens, como se você passasse um dia na vida de uma pessoa aleatória, um dia muito importante, talvez até o dia mais importante de sua vida, um dia que vai mudar toda a trajetória da vida dela a partir daquele ponto... mas é só... e eu sou o tipo de leitora que adora epílogos, adora livros em que o último capítulo tem a frase: "Dez anos depois..."

Pelas avaliações que o livro teve no skoob e no goodreads já percebi que minha opinião é a minoria, a maioria esmagadora dos leitores está adorando o livro e tecendo ótimos elogios, o que eu considero muito bom, sinal que todos precisam ler e tirar suas próprias conclusões e a minha é apenas uma entre tantas outras... agora eu fiquei em um dilema, devo ou não ler outros livros da autora? 

Um Acordo e Nada Mais (Clube dos Sobreviventes #2) - Mary Balogh

Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Essa série da Mary Balogh é simplesmente maravilhosa,isso porque a autora inova e traz romances com personagens mais sofridos, mais reais e não tão perfeitos... essa na verdade, é uma característica de todos os livros da autora, mas nessa série ela se superou trazendo romance para um grupo de sobreviventes de guerra, tudo isso em um romance de época envolto em muito luxo, nobres, bailes e vestidos finos...

Vincent sempre foi meu personagem favorito e creio que até o final da série ninguém poderá superá-lo... ele é o mais novo do grupo que se auto denomina O Clube dos Sobreviventes, ficou cego com apenas 17 anos, em sua primeira batalha, no início havia ficado cego e surdo... só o conforto dos braços de George, seu melhor amigo, o manteve são dentro de sua própria mente, mas com o tempo a audição retornou e ele nunca se entregou, continuou a ser um homem ativo e alegre... todavia, as suas irmãs e mãe o sufocam com tantos cuidados e agora decidiram até escolher uma noiva para ele... e é aí que ele foge...

Ele é um homem magnífico, bondoso, alegre, risonho, carinhoso, lindo, rico... perfeito, exceto pelo fato de ser cego... e por tudo isso quase cai em um golpe para ser obrigado a se casar e é salvo na ultima hora por uma jovem desconhecida... Sophia se encanta por Vincent imediatamente e só quer adorá-lo a distância e por isso não pode suportar ver sua maldosa prima força-lo a se comprometer com ela...

Sophia, impede o estratagema e é expulsa naquela mesma noite de casa pelos tios enraivecidos... sem ter para onde ir, ela vai a paróquia da igreja em busca de abrigo para aquela noite, na manhã seguinte, todo o vilarejo descobre que a moça foi expulsa e Vincent assim que se intera da notícia, vai ter com ela e acaba a pedindo em casamento...

O que começa com um casamento por conveniência acaba se tornando muito mais com a convivência... eles são perfeitos um para o outro, ela é doce, com um humor satírico e uma imaginação fértil... aos poucos vai descobrindo formas de tornar o marido mais independente apesar da cegueira e ele é forte, gentil e generoso, aos poucos consegue acabar com os traumas da sua esposa, tornando-a uma mulher forte, segura de si e até fazendo-a se sentir bonita...

Ah, é um dos romances mais lindos que li... o amor vai desabrochando aos poucos e a gente vai se apaixonando junto com o casal, se bem que eu já estava apaixonada pelo Vincent desde o livro anterior...

Enfim, o livro é lindo e a série já está entre as minhas queridinhas, não vejo a hora de ler os demais livros e conhecer os segredos dos outros sobreviventes.

A casa das orquídeas - Lucinda Riley @editoraarqueiro

Quando criança, Julia viveu na grandiosa propriedade de Wharton Park, na Inglaterra, ao lado de seus avós. Lá, a tímida menina cresceu entre o perfume das orquídeas e a paixão pelo piano.
Décadas mais tarde, agora uma pianista famosa, Julia é obrigada a retornar ao local de infância na pacata Norfolk após uma tragédia familiar. Abalada e frágil, ela terá que reconstruir sua vida.
Durante sua recuperação, ela conhece Kit Crawford, herdeiro de Wharton Park, que também carrega marcas do passado. Ele lhe entrega um velho diário que trará à tona um grande mistério, antes guardado a sete chaves pela avó dela.
Ao mergulhar em suas páginas, Julia descobre a história de amor que provocou a ruína da propriedade: separados pela Segunda Guerra Mundial, Olivia e Harry Crawford acabaram influenciando o destino e a felicidade das gerações futuras.
Repleto de suspense, A casa das orquídeas viaja da conturbada Europa dos anos 1940 às paisagens multicoloridas da Tailândia, tecendo uma trama complexa e inesquecível.
A história se passa em duas frentes e envolve dois dramas familiares, logo no início conhecemos Júlia que é uma pianista renomada mas que sofreu uma perda muito difícil e não está conseguindo superar... a personagem é a ligação de um segredo familiar, que une duas famílias que viveram em Wharton Park... 

A primeira família é a do Lorde Crawford, proprietário de Wharton Park, e a segunda é a dos avós de Júlia que eram jardineiros da mansão... a ligação entre as duas famílias começa a ser desvendada quando o atual lorde, Kit, decide por a casa a venda e reformar o antigo chalé onde viveram os avós de Júlia, lá ele encontra um antigo diário de um jovem que foi prisioneiro na Tailândia durante a segunda guerra mundial...

Júlia e Kit começam a especular sobre quem seria esse jovem e os segredos há muitos anos escondidos começam a ser revelados... 

O diário pertencia a um jovem que se casou apressadamente por causa da guerra, foi feito prisioneiro na Tailândia e quando foi libertado se apaixonou por aquela terra e por uma jovem mulher... sua intenção era largar família e esposa para viver aquele amor, dedicar a vida àquela mulher... mas o destino não quis assim e seus desbobramentos mudaram a vida de todos ao redor...

Eu me comovi com a história, tive raiva de vários personagens ao longo da leitura e alguns como a Lídia, a jovem tailandesa, me conquistaram com seu jeito franco e inocente de ver a vida...

Gostaria de falar mais sobre alguns personagens e sobre os desbodramentos da história, mas acho que todo a beleza do livro é descobrir isso aos poucos... e se eu falasse mais sobre o jovem (que me deu raiva), sua esposa (que me deu muita pena) e de como suas vidas foram destruídas, eu iria estar só estragando as surpresas...

O livro tem um tamanho respeitável, são mais de 500 páginas, mas confesso que achei que era muita história boa para se contar em tão pouco espaço... alguns acontecimentos foram narrados de forma tão rápida que eu queria muito mais páginas... 

Não posso dizer que o livro foi surpreendente, porque desde o início eu sabia o que viria a acontecer com o jovem e a Lídia, e acertei até mesmo o final da Júlia... mas o negócio aqui não é o suspense e sim a história de pessoas... e na vida real, o amor, o bem e a verdade nem sempre vencem... 

Apesar de todos os dramas, o livro tem um final feliz, podem ficar descansadas... pode não ser o que todos gostariam mas é um final de paz e reconciliação com o passado... sem dúvida é um livro que me fez pensar no que realmente vale a pena e do quanto podemos sofrer por bobagens... e acho que vale a pena lerem...

Uma Dama Fora dos Padrões (Os Rokesbys #1) - Julia Quinn


Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados...
Esta não é uma dessas vezes.
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia.
Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria...
Ou não.
Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.
Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso...
Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.

Para quem já se apaixonou pelo Bridgertons, está na hora de conhecer os Rokesbys... Essa série começou a ser escrita depois, mas cronologicamente ela se passa antes da série Os Bridgertons, tanto que Edmund (o pai dos protagonistas), nesse livro é apenas um jovenzinho que ainda está na escola e por isso quem assume os deveres de visconde é sua irmã Billie.

Billie é uma jovem como nenhuma outra, ela nasceu para ser visconde, ama agricultura, não quer se casar, ama cuidar da propriedade da família... só tem um problema, Billie é mulher e logo tudo isso um dia será do seu irmão mais novo, Edmund...

Ela é uma jovem muito, muito a frente de seu tempo... gosta de andar de calças, não gosta de bailes, sabe que um dia irá se casar... provavelmente com um dos vizinhos, Os Rokebys, mas já está com 24 anos e não se preocupa com o assunto... até que um dia ela tenta salvar um gatinho que está preso em uma árvore e acaba ficando sem ter como sair do telhado em que ela se encontra, quem aparece para salvá-la é George Rokesby, o mais velho dos filhos Rokebys, herdeiro do título e o único que ela não se dá bem... na verdade ela cresceu com os irmãos mais jovens dele, e George sempre foi velho demais e arrogante demais para se misturar com eles... assim, os dois não se suportam...

Mas quando tenta salvá-la do telhado, George acaba ficando preso com Billie durante várias horas e isso faz com que a delicada amizade entre os dois mude de uma maneira que eles nunca esperavam... de repente eles se descobrem trocando gracejos, fazendo piadas juntos e gostando muito da companhia um do outro.

O amor vem aos poucos para os dois jovens que se conheceram durante toda a vida e isso é muito bonito de ver... o livro também é cheio de comédia e os diálogos dos personagens são bem humorados e apaixonantes.

George se tornou um dos meus personagens masculinos favoritos e eu não vejo a hora de ler os demais livros dessa série...

Ah, a capa precisa ser mencionada, é um espetáculo a parte... esse, sem dúvida, seria um livro que eu compraria só de ver a capa...